Inauguração da Casa Franciscana Maria Lúcia marca o início da iniciativa que oferece serviços de higiene, lavanderia e inclusão digital na capital baiana

Foto: Duda Rodrigues/MDHC
O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) lançou o programa Cidadania Pop Rua em Salvador. A primeira unidade, batizada de Casa Franciscana Maria Lúcia, homenageia a fundadora do Movimento da População em Situação de Rua da Bahia e funcionará como um centro de serviços essenciais, incluindo banho, lavanderia, maleiro e corte de cabelo. Além desta sede (localizada no Centro Histórico), outras duas unidades estão previstas para as regiões do Comércio e do Rio Vermelho.
A iniciativa é fruto de uma articulação entre o MDHC, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e organizações da sociedade civil, como a Associação Casa de Marta e Maria e a Rede Brasileira de Redução de Danos e Direitos Humanos (REDUC). “O Cidadania Pop Rua é um equipamento que conjuga esforços e dá dignidade. É o mínimo que o Estado brasileiro precisa prover”, afirmou a secretária-executiva do MDHC, Caroline Reis. O projeto também foca na inclusão digital para facilitar o acesso dessa população às políticas públicas federais.
O nome do espaço celebra o legado de Maria Lúcia, mulher negra e nordestina que coordenou o Movimento Nacional da População em Situação de Rua (MNPR) e articulou lutas por moradia e documentação em diversos estados. Para Michel Willian de Castro Marques, coordenador da REDUC, o caráter coletivo é o diferencial do projeto: “Esse espaço foi construído com a população em situação de rua, com a história da Maria Lúcia marcada em sua trajetória”. Representantes do movimento social destacaram que o equipamento representa um avanço no suporte a pessoas em situação de vulnerabilidade extrema na Bahia.


