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Jovens de 15 a 19 anos poderão se vacinar contra o HPV até o fim do ano

Imagem ilustrativa | Foto: Bruno Concha/Secom-PMS

O Ministério da Saúde prorrogou até 31 de dezembro a estratégia de resgate da vacinação contra o papilomavírus humano (HPV) para adolescentes e jovens de 15 a 19 anos. A medida é destinada a pessoas que não receberam o imunizante na faixa etária recomendada ou que não possuem registro da vacinação, com o objetivo de ampliar a cobertura vacinal e fortalecer a prevenção de doenças associadas ao vírus.

As doses estão disponíveis gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e demais pontos de vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS).

A estratégia complementa o Calendário Nacional de Vacinação, que prevê a imunização de meninas e meninos entre 9 e 14 anos. Segundo o Ministério da Saúde, a prorrogação busca alcançar adolescentes e jovens que perderam a oportunidade de se vacinar no período indicado.

Além desse público, a vacina contra o HPV continua disponível para grupos com indicação específica, como pessoas vivendo com HIV, transplantados, pacientes oncológicos, usuários da profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP) e pessoas com papilomatose respiratória recorrente, conforme as recomendações técnicas do Ministério da Saúde.

Quem tiver dúvidas sobre a situação vacinal pode consultar o histórico de imunização por meio do aplicativo Meu SUS Digital ou procurar uma unidade de saúde.

O HPV é uma das infecções sexualmente transmissíveis mais frequentes no mundo e pode atingir a pele e as mucosas. Existem mais de 200 tipos do vírus. Enquanto alguns causam verrugas na região genital e anal, outros estão associados ao desenvolvimento de diversos tipos de câncer.

Entre as doenças relacionadas ao HPV estão os cânceres de colo do útero, ânus, pênis, boca e garganta. Por isso, o Ministério da Saúde destaca que a vacinação é a principal forma de prevenção, sendo complementada pelo uso de preservativos internos ou externos, que ajudam a reduzir o risco de transmissão do vírus.

Nos casos de infecção, a orientação é buscar atendimento de um profissional de saúde para avaliação e definição do tratamento mais adequado. O acompanhamento e o tratamento também são oferecidos gratuitamente pelo SUS.

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