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Jerônimo Rodrigues destaca leitura como direito e celebra maior Bienal do Livro da Bahia

Foto: Amanda Ercília/GOVBA

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, defendeu o acesso ao livro e à leitura como direitos fundamentais durante a abertura da Bienal do Livro Bahia 2026, na quarta-feira (16), em Salvador. Em discurso, ele ressaltou o papel da literatura na formação educacional e cultural da população, além de destacar o crescimento do evento no estado.

Ao compartilhar um hábito pessoal, o governador mencionou a leitura recente de uma obra sobre o Papa Francisco, destacando a centralidade da esperança como valor social. “A temática central é a esperança: esperança pela paz, comida no prato, educação de qualidade, saúde e segurança”, afirmou. Ele reforçou que o acesso ao livro deve ser compreendido como um direito básico: “Há também esse elemento, que é a leitura e o acesso ao livro como um direito”, disse, ao citar o crítico Antônio Cândido.

Rodrigues comparou o acesso à leitura a direitos essenciais. “Assim como as pessoas têm direito a um prato de comida e à educação de qualidade, deveríamos todos ter direito ao acesso à leitura”, declarou, ao defender políticas públicas que ampliem o alcance da educação e da cultura.

O governador também abordou as transformações no mercado editorial e destacou a convivência entre diferentes formatos de leitura. “Não podemos criar um ambiente de concorrência, imaginando que o livro digital vá disputar com o livro físico. Pelo contrário, é mais uma oportunidade que temos”, avaliou. Ainda assim, reconheceu a relação afetiva com o formato tradicional: “Eu sei que há amantes, como eu, do livro físico, em que às vezes dobramos a página, colocamos marcador, usamos marca-texto”.

Durante o discurso, Rodrigues enfatizou a diversidade de gêneros presentes na Bienal, como a literatura de cordel, obras religiosas, históricas e acadêmicas. Para ele, o evento representa um marco no fortalecimento da cultura literária no estado. “É a maior Bienal do Livro que a Bahia está recebendo”, afirmou.

O governador também destacou o papel de instituições públicas no incentivo à leitura, citando ações da Fundação Pedro Calmon e da Secretaria de Educação, que promovem clubes de leitura e eventos literários em diferentes regiões. Segundo ele, iniciativas locais, mesmo de menor porte, contribuem para ampliar o acesso à cultura. “Às vezes, uma escola, uma sala de aula, já realiza um evento que garante que possamos ter uma festa literária”, pontuou.

Ao comentar o cenário nacional, Rodrigues fez uma defesa das políticas culturais do governo federal e destacou a importância institucional do setor. “É muito diferente termos um presidente que estimula a leitura e a cultura”, disse, ao mencionar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra da Cultura, Margareth Menezes.

O governador também citou iniciativas da rede estadual de ensino, que incluem a distribuição de obras literárias para estudantes. Entre os títulos mencionados estão “Na Minha Pele”, de Lázaro Ramos, “Ainda Estou Aqui”, de Marcelo Rubens Paiva e obras do escritor Itamar Vieira Junior, como “Salvar o Fogo” e “Torto Arado”.

Ao final, Rodrigues convidou o público a participar da programação e anunciou medidas para ampliar o acesso ao evento. “Decretei ponto facultativo na segunda-feira [véspera do feriado de Tiradentes]. Será uma oportunidade para trazer a família, percorrer os espaços, comprar livros e participar das atividades”, afirmou.

A Bienal do Livro Bahia 2026 segue com programação cultural diversificada ao longo de sete dias, reunindo autores, leitores, editoras e profissionais do setor em Salvador.

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