Com três décadas de atuação e premiações da Unicef e Unesco, instituição mantém centros de convivência em seis bairros, duas unidades de acolhimento, casas-lares e programas de aprendizagem

Foto: Bruno Concha/PMS
Cerca de 2,2 mil crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social foram atendidos ao longo de 2025 pela Fundação Cidade Mãe (FCM), órgão vinculado à Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ) de Salvador. A instituição acumula três décadas de atuação e reconhecimento internacional, com premiações concedidas por Unicef e Unesco.
“Hoje, o perfil do público atendido é formado por crianças, adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade social ou extrema vulnerabilidade e risco pessoal, predominantemente pretos e pardos”, afirma a chefe de gabinete da FCM, Aline Gomes.
A Fundação mantém centros de convivência socioassistenciais nos bairros de Saramandaia, Fazenda Grande IV, Engenho Velho de Brotas, Chapada do Rio Vermelho e Baixa Fria de Canabrava, além de uma unidade na AABB de Piatã, que atende famílias do Coqueirinho e de localidades vizinhas. Nos espaços são ofertadas atividades no contraturno escolar e ações de fortalecimento de vínculos familiares e comunitários.
A estrutura da FCM inclui ainda duas unidades de acolhimento institucional para crianças e adolescentes afastados judicialmente do convívio familiar, duas casas-lares e o Serviço Família Acolhedora, que oferece moradia provisória em lares voluntários. Entre as atividades estão oficinas de artes, música, dança, esportes, informática e capoeira, além do Programa Jovem Aprendiz, voltado à inserção no mercado de trabalho.
Dois projetos expandem a atuação para fora dos centros: o “FCM na Praça” leva atividades recreativas e serviços a diferentes bairros, e o “FCM nas Escolas” atua no contraturno de unidades municipais de ensino.
“A Fundação Cidade Mãe carrega uma das mais sublimes missões que existem: transformar realidades. Ela chega à vida de uma criança, adolescente ou jovem e aponta um novo caminho, fazendo com que eles acreditem no próprio potencial e em um futuro melhor”, destaca Aline. “Mudam a perspectiva de vida, a autoconfiança e a autonomia. As potencialidades são desenvolvidas e novas oportunidades surgem para que essas crianças e adolescentes vivam experiências que antes pareciam distantes.”
O trabalho da Fundação inclui ainda acompanhamento familiar e comunitário, com escuta social, orientação e encaminhamento à rede municipal de serviços públicos. Segundo a chefe de gabinete, ex-alunos retornaram à instituição como educadores e jovens aprendizes passaram a atuar na formação de outros adolescentes. “Temos jovens que saíram do acolhimento e conquistaram seu espaço na sociedade. Crianças que estavam sem vínculos familiares conseguiram reconstruir suas histórias graças ao trabalho sério e comprometido da equipe técnica”, conclui.



