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Hospital Veterinário de Salvador realiza média de 120 atendimentos diários em dois anos de funcionamento

Unidade municipal contabiliza mais de 32 mil consultas e 8,7 mil cirurgias; direção alerta para aumento de abandonos no entorno do equipamento

Divulgação

O Hospital Municipal Veterinário de Salvador (HPVet) registrou mais de 32 mil consultas, 8,7 mil cirurgias gerais e ortopédicas e 35 mil exames de sangue em pouco mais de dois anos de funcionamento. Com capacidade de 45 leitos, a unidade realiza uma média de 120 atendimentos diários por meio da distribuição de 40 senhas diárias, além do acolhimento de casos de urgência e emergência.

O equipamento funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, com distribuição de senhas a partir das 7h30 por ordem de chegada. Aos sábados, o atendimento é restrito a casos de urgência e emergência, das 8h às 12h. Para o atendimento, os tutores devem apresentar documento de identidade com foto e comprovante de residência.

A estrutura oferece exames laboratoriais, radiografias, ultrassonografias, eletrocardiogramas e procedimentos cirúrgicos complexos, como ortopedia e tratamento de piometra (infecção uterina grave). “O Hospital Municipal Veterinário é um marco na cidade de Salvador; antes não havia um equipamento como esse. Apesar de não ser 24 horas, o hospital tem uma grande estrutura e realiza cirurgias complexas. Há animais que ficam três meses internados na unidade. Para a população mais carente, seria impossível manter um internamento em uma clínica particular, pois os custos seriam muito altos”, afirma Amanda Moraes, diretora-geral do HPVet.

A coordenadora-geral da unidade, Natália Macedo, ressalta que o serviço atende principalmente pessoas sem condições financeiras para arcar com custos veterinários particulares. “Nós conseguimos ofertar serviços com grande qualidade e salvar a vida de muitos animais cujos tutores não tinham realmente condições de procurar um serviço médico veterinário, que sabemos que é muito oneroso”, pontua.

A direção do hospital alerta, contudo, para o crescimento de casos de abandono de animais nas imediações da unidade. No último mês, um tutor foi conduzido à delegacia após abandonar uma cadela em frente ao local. Para coibir a prática, o HPVet vincula os atendimentos a um cadastro obrigatório e exige a assinatura de um termo de responsabilidade pelos tutores. O abandono de cães e gatos é crime previsto pela Lei de Crimes Ambientais, com pena de até cinco anos de reclusão, multa e proibição de guarda.

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