Executiva da legenda afirmou que cortará o fundo eleitoral dos parlamentares no pleito deste ano

A Executiva estadual do União Brasil decidiu que vai penalizar os deputados estaduais da legenda que votarem com o governo Jerônimo Rodrigues (PT) na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba). Conforme orientação encabeçada pelo ex-prefeito da capital baiana, ACM Neto, o partido cortará o fundo eleitoral dos parlamentares que não seguirem a decisão no pleito deste ano.
A determinação é para que para que os deputados não votem à favor de um pedido de empréstimo de US$ 400 milhões (cerca de R$ 2 bilhões) enviado pelo governo. No entanto, a Secretaria Estadual do Planejamento (Seplan) afirmou que o projeto de lei enviado não se trata de uma nova solicitação de empréstimo, mas sim de uma alteração da destinação dos recursos acerca de um crédito autorizado em 2015, durante a gestão do ex-governador Rui Costa.
Caso a proposta seja aprovada, os R$ 2 bilhões adquiridos pela governo Rui poderão ser utilizados pelo governador Jerônimo Rodrigues apenas em programas estruturantes “relativos ao desenvolvimento de infraestruturas logísticas, institucionais e eficiência energéticas, à melhoria da mobilidade e acesso a oportunidades, à transição ecológica inclusiva para o crescimento sustentável, ao fortalecimento do planejamento e gestão do setor público, e aos investimentos previstos no Programa de Infraestrutura Sustentável do Estado da Bahia”, conforme diz o projeto de lei.
A medida adotada pelo União Brasil tem gerado revolta entre os parlamentares do partido na Alba, que apontam a prática como “voto de cabresto” por parte dos dirigentes da executiva estadual. Nesta terça-feira (14), o prefeito Bruno Reis comentou sobre a decisão do partido de multar os deputados.
“Os deputados estaduais, justamente, somente aqueles que têm feito uma oposição coerente, racional, pretendam um tratamento diferenciado em relação a outros que não estão fazendo o mesmo papel e achem justo todos terem o fundo partidário. Colocaram essa demanda e a Executiva deliberou no sentido de que, efetivamente, aqueles que estão fazendo uma oposição mantendo a coerência, mantendo a posição política, terão tratamento diferenciado em relação a aqueles que não”, disse o prefeito.
Reações
O deputado estadual Júnior Nascimento (União Brasil) também opinou sobre a decisão da executiva do União Brasil. “Tem uma reunião da executiva, geralmente a cada dois meses. A gente se reúne para estar discutindo a respeito de matérias, principalmente das eleições municipais e ficou uma oportunidade decidida que em relação a uma matéria de empréstimo do governo, a bancada fechou questão de votar contrário. Eu particularmente não tive acesso ainda a esse projeto, não me debruce sobre o mesmo”, explicou.
“Vou até aproveitar, hoje, para me debruçar, para quando for para a matéria, eu analisar todo o projeto. Até porque o voto é de foro íntimo, ninguém manda em meu voto, o voto pertence a mim. então eu vou analisar e ver, no momento certo, qual a necessidade”, disse o deputado estadual.
Com informações de A Tarde e Classe Política
Foto: Vaner Casaes/ALBA


