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PT aciona TSE contra Flávio Bolsonaro por declarações sobre urnas eletrônicas

Federação Brasil da Esperança acusa senador de divulgar informações falsas sobre sistema de votação e pede remoção de conteúdos e aplicação de multa

Foto: TSE/Reprodução

A Federação Brasil da Esperança (Fé Brasil), formada por PT, PV e PCdoB, entrou com uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após declarações feitas pelo parlamentar sobre as urnas eletrônicas brasileiras. A ação foi protocolada nesta quarta-feira (22) e acusa o pré-candidato à Presidência da República de divulgar informações falsas sobre o sistema eletrônico de votação.

O pedido foi apresentado um dia depois de Flávio Bolsonaro participar de uma reunião com representantes diplomáticos, quando afirmou que parte das urnas utilizadas no Brasil teria origem na empresa venezuelana Smartmatic. A informação já foi negada anteriormente pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Na representação, os advogados da federação solicitaram que a Corte determine a retirada de publicações que associem a empresa ao sistema eleitoral brasileiro e pediram a aplicação de multa de R$ 30 mil contra o senador. A ação também cita publicações feitas por aliados de Flávio Bolsonaro, como o ex-deputado Eduardo Bolsonaro e os deputados Gustavo Gayer (PL-GO) e Júlia Zanatta (PL-SC).

Segundo a Fé Brasil, teria ocorrido um movimento coordenado de disseminação de informações falsas sobre as urnas eletrônicas nas redes sociais entre os dias 17 e 21 de julho, com a fala de Flávio Bolsonaro a diplomatas sendo apontada como o ponto de maior repercussão.

Durante o encontro com representantes estrangeiros, o senador mencionou um relatório de uma agência de inteligência dos Estados Unidos sobre suspeitas relacionadas a eleições na Venezuela e tentou relacionar o caso ao sistema brasileiro de votação. A federação argumenta que o documento citado não apresenta relação com as eleições do Brasil.

A representação será analisada pelo TSE. O presidente da Corte, ministro Kássio Nunes Marques, foi definido como relator do processo.

Procurada, a assessoria de Flávio Bolsonaro foi acionada para comentar o caso, mas ainda não havia apresentado manifestação no momento da publicação.

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