IPCA-15 desacelera em relação a junho (0,41%) e acumula 4,52% em 12 meses; tomate, batata e café moído registraram as maiores quedas

Foto: Agência Ibge
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) ficou em 0,06% em julho, uma desaceleração de 0,35 ponto percentual em relação a junho (0,41%). Os dados foram divulgados pelo IBGE nesta terça-feira (28). No ano, o indicador acumula alta de 3,51% e, em 12 meses, de 4,52%, abaixo dos 4,80% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores.
O grupo Alimentação e bebidas teve a maior influência de baixa, com variação de -0,66% e impacto de -0,15 p.p. no índice geral. A alimentação no domicílio recuou 1,14%, puxada por quedas expressivas no tomate (-19,95%), batata-inglesa (-10,03%) e café moído (-3,13%). Do lado das altas, destacaram-se a cebola (7,10%) e o pão francês (0,65%). A alimentação fora do domicílio subiu 0,55%, com a refeição acelerando para 0,66% e o lanche desacelerando para 0,30%.
Os combustíveis também contribuíram para a desaceleração, com queda de 0,90% no conjunto — etanol (-2,50%), óleo diesel (-1,32%), gás veicular (-0,97%) e gasolina (-0,68%). O grupo Transportes, no entanto, saiu de -0,03% em junho para 0,11% em julho, influenciado pela alta de 11,70% da passagem aérea.
O grupo Habitação foi o de maior variação (0,97%) e impacto (0,15 p.p.), puxado pela energia elétrica residencial, que subiu 3,03% — principal impacto individual do mês. A alta reflete a bandeira tarifária amarela e reajustes aplicados em concessionárias de Curitiba (12,85%), Porto Alegre (5,05%), São Paulo (2,65%) e Belo Horizonte (1,37%).
Entre as regiões, a maior variação foi no Rio de Janeiro (0,44%), impulsionada por passagem aérea (24,34%) e energia elétrica (4,88%). O menor resultado foi em Belém (-0,22%), com quedas no açaí (-19,45%) e na gasolina (-3,35%). Salvador registrou deflação de -0,10%, acumulando alta de 4,25% nos últimos 12 meses, abaixo da média nacional de 4,52%.


