
Uma nova portaria do governo federal publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (8) oficializou a realização de perícias médicas remotas no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), consolidando o uso da tecnologia como alternativa ao atendimento presencial na concessão de benefícios previdenciários.
A medida regulamenta a chamada “perícia conectada”, modalidade em que o segurado comparece a uma unidade equipada do INSS e realiza a avaliação por videoconferência com um médico perito localizado em outra região. O modelo já vinha sendo utilizado de forma experimental, principalmente em locais com escassez de profissionais.
Com a oficialização, o governo busca ampliar o acesso aos serviços e reduzir o tempo de espera por atendimento, um dos principais desafios do sistema previdenciário. A expectativa é que a perícia remota contribua para dar mais agilidade à análise de benefícios por incapacidade e diminuir a demanda por atendimentos presenciais.
A portaria também estabelece que a modalidade seguirá os mesmos critérios técnicos, de segurança e de sigilo adotados nas perícias presenciais. A decisão sobre a realização do atendimento remoto ou presencial continuará sendo de responsabilidade do perito médico, que avaliará cada caso individualmente.
A iniciativa se soma a outras ações recentes do INSS para modernizar o atendimento, como a ampliação da análise documental de pedidos e o uso de ferramentas digitais. Essas medidas fazem parte de uma estratégia mais ampla para enfrentar o acúmulo de solicitações e melhorar o acesso da população aos benefícios previdenciários.
A perícia médica é etapa essencial para a concessão de benefícios como o auxílio por incapacidade temporária, pois é responsável por avaliar se o segurado está apto ou não para o trabalho. Com a regulamentação do formato remoto, o governo aposta na tecnologia para tornar esse processo mais eficiente e acessível em todo o país.




