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PF investiga entrada de bagagens sem fiscalização em voo com Hugo Motta, Ciro Nogueira e empresário de bets

Foto: Reprodução/TV Globo

A Polícia Federal (PF) abriu investigação para apurar a entrada no Brasil de cinco volumes que teriam sido liberadas sem passar por inspeção de raio-X após a chegada de um voo particular no aeroporto São Paulo Catarina Aeroporto Executivo Internacional, em São Roque (SP). Entre os passageiros da aeronave estavam o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e o empresário Fernando Oliveira Lima, conhecido como Fernandin OIG, ligado ao setor de apostas online.

Segundo as informações reveladas inicialmente pela Folha de S.Paulo, o caso tramita sob sigilo no Supremo Tribunal Federal (STF) e está sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, que determinou prazo de cinco dias para manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre o caso. A investigação busca esclarecer se houve prática de facilitação de contrabando ou descaminho, além de possível prevaricação por parte de um auditor da Receita Federal.

Além de Hugo Motta e Ciro Nogueira, também estavam no voo os deputados federais Dr. Luizinho (PP-RJ) e Isnaldo Bulhões (MDB-AL), ambos líderes partidários na Câmara dos Deputados. A presença de autoridades com foro privilegiado levou o caso a ser encaminhado ao STF.

1 – Ciro Nogueira (PP-PI), 2 – Hugo Motta (Republicanos-PB), 3 – Fernandin OIG, 4 – Dr. Luizinho (PP-RJ) e 5 – Isnaldo Bulhões (MDB-AL) estavam em voo | Fotos: 1 – CNN; 2 – Mário Agra/Câmara dos Deputados; 3 – Lula Marques/Agência Brasil; 4 e 5 – Câmara dos Deputados/Reprodução

O episódio ocorreu em 20 de abril de 2025, após o retorno de uma viagem à ilha de São Martinho, no Caribe, considerada pela Receita Federal um paraíso fiscal. A aeronave utilizada pertence ao empresário Fernandin OIG, dono de empresas de apostas online associadas ao chamado “jogo do tigrinho”.

De acordo com a investigação, o auditor fiscal Marco Antônio Canella teria autorizado que o piloto José Jorge de Oliveira Júnior conduzisse cinco de sete volumes “por fora do equipamento de raio-X” no terminal aeroportuário, por volta das 21h. Segundo informações da PF divulgadas pelo g1, apenas uma mala de viagem e uma mochila passaram pelo equipamento, enquanto ficaram de fora os seguintes itens: sacola plástica; aparentemente uma caixa de papel; sacola de papel; edredom; e aparentemente uma caixa. A PF apura se houve favorecimento irregular na liberação das bagagens.

Ainda conforme informações do g1, quando procurado, Hugo Motta confirmou participação no voo, mas afirmou que cumpriu “todos os protocolos e determinações estabelecidas na legislação aduaneira” ao desembarcar. Sua assessoria informou ainda que aguardará o posicionamento da PGR. Os demais envolvidos ainda não se manifestaram publicamente.

A PGR deve analisar se os elementos reunidos até o momento justificam a abertura de investigação contra os parlamentares envolvidos. O órgão também poderá solicitar novas diligências para aprofundar a apuração antes de decidir sobre o caso ou, caso entenda que não há indícios suficientes relacionados aos deputados e senadores citados, determinar o envio do processo para a primeira instância.

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