O texto foi encontrado no celular de Meyer Nigri e traz ataques a membros do STF
A investigação sobre uma suposta troca de mensagens entre empresários que discutiam um golpe de Estado revelou a atuação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no disparo em massa de fake news e ataque às instituições. Com informações do blog da Daniela Lima do G1.
Ontem (21), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que dois dos seis empresários permanecessem sob investigação. São eles: Meyer Nigri, fundador da Tecnisa, e Luciano Hang, da Havan. Os outros alvos tiveram a investigação afirmada.
De acordo com informações do blog, o ministro entendeu que, embora eles tivessem consumido e compartilhado desinformação, o fizeram dentro de parâmetros abarcados pela liberdade de expressão.
Uma mensagem em particular é mencionada pela PF. A do contato “PR Bolsonaro 8”, que seria de um dos números do ex-presidente, segundo registrado na decisão do STF.
O texto foi encontrado no celular de Meyer Nigri e traz ataques a membros do STF, fake news sobre as urnas eletrônicas e a ordem: “Repasse ao máximo”.
As mensagens continham ainda uma suposta fraude e o ataque a um instituto de pesquisa eleitoral, afirmando que o órgão inflava os números pró-Lula, que venceu as eleições presidenciais do ano passado.
Na mensagem atribuída a Bolsonaro, o ex-presidente critica a ação do ministro do Supremo, Luís Roberto Barros de defender o “processo eleitoral como algo seguro e confiável” e trata a defesa do voto eletrônico como “interferência”.
Depois da ordem de disparar as mensagens com fake news e os ataques aos integrantes do Supremo e do TSE, Bolsonaro recebe uma resposta de Nigri. “Já repassei para vários grupos!”. Ao se despedir do agora ex-presidente, o empresário envia “abraços de Veneza”.



