O GLP sofreu reajuste de 10,5% no preço das distribuidoras

O gás de cozinha ficará mais caro a partir da próxima sexta-feira (1º/11). Conforme publicado pelo jornal Correio, a Acelen, empresa que administra a Refinaria de Mataripe, em São Francisco do Conde, na Região Metropolitana de Salvador, confirmou que o preço do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) sofrerá um novo reajuste.
O Sindicato dos Revendedores de Gás (Sindrevgás) estima que a mudança resultará em cerca de R$ 7,00 a R$ 8,00 no preço final pago pelos consumidores. Atualmente, o preço médio do gás de cozinha em Salvador é de R$ 135,00.
Os reajustes constantes no preço do gás de cozinha são criticados pela população e por especialistas, que cobram formas de estabilizar o valor que é considerado elevado para famílias baianas, cujo rendimento médio real dos trabalhadores é de R$ 1.795 mensais, o 3º mais baixo do país. O dado é da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referentes ao 4º trimestre de 2022 (de outubro a dezembro).
A alta de preços também é considerada como motivador para que pessoas em situação de vulnerabilidade social recorram a outros combustíveis e se exponham ao risco de acidentes domésticos.
Em comparativo, o preço médio do gás de cozinha vendido pela Petrobras está atualmente em R$ 106,38, conforme levantamento feito entre os dias 20 e 26 de outubro de 2024 da estatal a partir de dados da ANP, baseados nos preços médios ao consumidor final nos 26 estados e no Distrito Federal.
Segundo a Acelen, o reajuste do GLP está alinhado com a política de preços da empresa, baseada em critérios de mercado, como o custo do petróleo, dólar e frete, que sofrem constantes variações internacionais. “A empresa ressalta que possui uma política de preços transparente, amparada por critérios técnicos, em consonância com as práticas internacionais de mercado”, disse a empresa em nota oficial.
Esses reajustes têm sido frequentes e afetam diretamente o orçamento das famílias, em especial as de menor renda, que dependem do GLP para o preparo dos alimentos. O aumento já gerou críticas de consumidores e especialistas, que apontam para a necessidade de medidas que estabilizem o preço do gás, especialmente para a população em situação de vulnerabilidade.



