Cármen Lúcia é a segunda mulher a ocupar a vaga de ministra do STF
A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia declarou que “passou muito da hora” e que “não há razão” para não haver uma mulher negra na corte. A declaração foi concedida em entrevista à revista Marie Claire Brasil.
“Você vê que vem, desde muito, o preconceito cortando vidas profissionais que poderiam trazer um enorme benefício para a sociedade brasileira. E temos juízas e desembargadoras negras competentíssimas. Não há, portanto, razão para que não haja uma mulher negra no STF.”
Hoje, o Supremo tem duas mulheres em sua composição. Em outubro, a presidente do tribunal, Rosa Weber, completará 75 anos, idade limite para os ministros se aposentarem. A indicação de um nome para substituí-la cabe ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Durante seu segundo mandato, o chefe do executivo indicou Cármen Lúcia, a segunda mulher a chegar ao STF. A primeira foi Ellen Gracie, em 2000.
No entanto, o petista vinha afirmando a aliados que irá repetir o critério que utilizou com Cristiano Zanin, seu ex-advogado. Lula tem afirmado que quer um ministro com boa interlocução com o governo e que não irá fazer a sua escolha baseado em gênero.
Ao todo, desde 1891, 167 pessoas já ocuparam o cargo de ministro do Supremo. Desses, apenas três eram negros e outras três eram mulheres.
Na última semana, Lula sinalizou a aliados que pode indicar uma mulher para ocupar a vaga de Rosa Weber. A indicação de um nome feminino para o Supremo ganhou apoio da ministra da Mulher, Cida Gonçalves e o ministro Silvio Almeida, dos Direitos Humanos.
“É fundamental que haja uma mulher negra no STF, uma pessoa negra para que a gente comece a discutir a democratização nos espaços de poder”, avalia Almeida.
Lula também indicou Edilene Lobo, que se tornou a primeira ministra negra do Tribunal Superior Eleitoral. Ela tomou posse como substituta na terça-feira (8).




