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Ministério da Cultura investe R$ 30 milhões em anexo da Biblioteca Nacional

Investimento para modernizar Biblioteca Nacional irá instalar sistemas de climatização, automação, segurança e combate a incêndios

O Ministério da Cultura destinará R$ 30 milhões para modernizar o anexo da Biblioteca Nacional, localizada no Rio de Janeiro. Segundo a pasta, a obra deve se estender até 2026 e trazer melhorias ao prédio, como instalação de sistemas de climatização, combate a incêndios, segurança e automação.

O anúncio sobre o investimento foi feito nesta terça-feira (30) pela ministra Margareth Menezes, durante a solenidade de posse do novo presidente da Fundação Biblioteca Nacional, Marco Lucchesi. O objetivo é que o anexo, abrigue parte da coleção de livros da biblioteca, que possui um acervo de 10 milhões de exemplares.

“A biblioteca foi planejada para carregar 400 mil obras, só que ela tem hoje 10 milhões de itens. Instituições como essas em qualquer país tem três problemas, falta de espaço, falta de recurso e falta de pessoal. É um triângulo constante”, afirmou o presidente da FBN Marco Lucchesi, em entrevista em março deste ano.

Importância da Fundação

A gestão de Lucchesi marca a volta à presidência da FBN de intelectuais de grande prestígio, isso porque, além de escritor de prosa e poesia, Marco é ensaísta, editor e tradutor.

“A Biblioteca Nacional é um tesouro da nossa cultura. Um templo de sabedoria que guarda a nossa memória e contemplamos assim também as possibilidades de um futuro melhor para o nosso país porque aqui também se cria o presente”, disse a ministra em seu discurso.

Antes do intelectual, a presidência da Biblioteca Nacional ficou a cargo de Luiz Ramiro Júnior, que homenageou o então deputado federal Daniel Silveira com a Medalha da Ordem do Mérito do Livro. Silveira ficou conhecido por quebrar uma placa em homenagem à vereadora Marielle Franco, morta há cinco anos.

Antecessor de Luiz Ramiro, Rafael Nogueira ocupou o cargo de presidente da FBN e era criticado por defender posições monarquistas e ser próximo à produtora de direita Brasil Paralelo.

Durante a gestão passada, houve ainda a tentativa de pôr um capitão da Marinha para comandar a instituição, mas Carlos Fernando Rabello caiu antes mesmo de tomar posse.

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