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Mercado de trabalho aquecido: desemprego cai a 5,4% no Brasil e Salvador atinge recorde de 700 mil postos formais

Enquanto o país registra estabilidade na taxa de desocupação e aumento na renda, capital baiana lidera geração de empregos no Nordeste e puxa o crescimento do estado

Foto: Pedro Ventura

O mercado de trabalho brasileiro iniciou 2026 consolidando um ciclo de recuperação que se reflete diretamente nas economias locais. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua), divulgados nesta quinta-feira (5) pelo IBGE, apontam que a taxa de desocupação no Brasil caiu para 5,4% no trimestre encerrado em janeiro, uma redução de 1,1 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano anterior.

Neste cenário macroeconômico favorável, Salvador tem se destacado como o principal motor de contratações do Nordeste. Enquanto o país alcançou 39,4 milhões de trabalhadores formais no setor privado, a capital baiana atingiu a marca histórica de 700.069 profissionais com carteira assinada.

Os dados locais, extraídos do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), mostram que Salvador gerou 3.175 novos postos formais apenas em janeiro de 2026. O volume representa 52% de todas as vagas abertas na Bahia (6.124) no mesmo período.

A queda do desemprego é uma tendência que se repete nas duas esferas. Se no Brasil a população desocupada caiu 17,1% em um ano (menos 1,2 milhão de pessoas), Salvador fechou o ano de 2025 com uma taxa anual de desocupação estimada em 8,9% — a menor de toda a sua série histórica, segundo o próprio IBGE.

Serviços impulsionam Brasil e Salvador

A análise por setores revela semelhanças entre o comportamento da economia nacional e o da capital baiana:

  • Setor de Serviços lidera: No Brasil, o crescimento da ocupação foi impulsionado pelas áreas de informação, comunicação, atividades financeiras e outros serviços. Em Salvador, o setor de serviços também foi o grande protagonista, registrando um saldo positivo de 2.941 novos vínculos formais.
  • Construção e Indústria: Nacionalmente, o rendimento na construção cresceu 5,9%. Na capital baiana, o setor demonstrou forte aquecimento prático, criando 995 novos postos em janeiro, reflexo de investimentos privados e obras públicas de infraestrutura. A indústria soteropolitana também ficou no azul (+74 vagas).
  • Renda em alta: O trabalhador brasileiro viu o rendimento real habitual subir para R$ 3.652, um crescimento de 5,4% no ano, indicando uma melhora na qualidade dos postos de trabalho em todo o país.

Para a secretária de Desenvolvimento Econômico, Emprego e Renda de Salvador (Semdec), Mila Paes, os recordes locais são fruto de um planejamento alinhado à melhora do cenário econômico.

“Estes números mostram que a estratégia de modernização da cidade, os investimentos no Centro Histórico e a desburocratização para novos negócios estão gerando frutos reais para o cidadão. Chegar aos 700 mil empregos formais é um marco de confiança do investidor em Salvador”, avalia a secretária.

A titular da Semdec ressalta ainda que a capital acompanha a tendência nacional de buscar postos com maior valor agregado. “Além da liderança quantitativa, melhoramos significativamente a qualidade dos postos criados. Tivemos muitas oportunidades criadas em setores estratégicos, além da integração de grandes projetos que modernizam a infraestrutura urbana e geram novas oportunidades à nossa cidade”, concluiu.

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