Paulista de 26 anos venceu a israelense Raz Hershko na final da categoria +78kg

O Brasil conquistou sua primeira medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Paris nesta sexta-feira (2), pelas mãos da judoca Beatriz Souza, que derrotou a israelense Raz Hershko na final da categoria +78kg feminino.
Atleta do Esporte Clube Pinheiros, de São Paulo, Beatriz Rodrigues de Souza tem 26 anos e ocupa a quinta posição no ranking mundial da categoria +78kg feminino. A judoca é de Peruíbe, município do litoral de São Paulo. Com 1m78 e 135 kg, ela carrega, em seu histórico, duas medalhas de prata e quatro de bronze em campeonatos mundiais.
A vitória foi desenhada logo nos primeiros 30 segundos de luta, quando a brasileira conseguiu um waza-ari ao derrubar a israelense, em meio a uma tentativa de aplicar um o-soto-gari – varrida por fora da perna da adversária, empurrando-a contra o pé. Com a queda da israelense, a brasileira abriu a pontuação.
Com sucesso da paulista, o Brasil passa ocupar a 18ª posição no quadro geral, com uma medalha de ouro, três de prata e três de bronze.
Com a vitória, Beatriz Souza, de 26 anos, se junta a Rafaela Silva, Sarah Menezes, Aurélio Miguel e Rogério Sampaio como campeã olímpica do judô brasileiro. A paulista ganhadora da medalha de ouro venceu quatro lutas antes de receber a medalha.
Bia estreou contra Izayana Marenco, da Nicarágua, e não teve dificuldade para avançar com um ippon. Na luta seguinte, válida pela quartas de final, encarou a sul-coreana Hayun Kim, medalhista de bronze no Campeonato Mundial deste ano.

Na semifinal contra a francesa Romaine Dicko, esperança de ouro local e número 1 do ranking mundial, Beatriz tinha retrospecto desfavorável, mas dominou o combate e bateu a rival com uma imobilização que fez a europeia desistir.
No domingo, o Brasil já havia obtido uma prata, com Willian Lima (até 66kg), e um bronze, com Larissa Pimenta (até 52kg).
Beatriz Souza já somava outras medalhas de mundiais: prata nos Jogos Pan-Americanos de Santiago, em 2023, no torneio por equipes mistas; e duas de bronze no individual, em Lima (2019) e Santiago (2023).
Com informações do Comitê Olímpico do Brasil (COB) e da Agência Brasil


