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Investigada por envolvimento no Caso Marielle Franco, esposa de Suel é um dos alvos de operação da Polícia Federal

Aline Siqueira de Oliveira, esposa de Maxwell Correa, que está preso, foi alvo de mandado de busca e apreensão

Uma das pessoas investigadas na ação conjunta da Polícia Federal e do Ministério Público, que ocorreu nesta sexta-feira (4), no Rio de Janeiro, é Aline Siqueira de Oliveira, de 41 anos, esposa do ex-bombeiro Maxwell Simões Correa, conhecido como Suel. As informações são do jornal O Globo.

Após tomar conhecimento da operação, Aline compareceu a Superintendência da Polícia Federal, localizada na Praça Mauá, região central da cidade, acompanhada por sua advogada.

A ação realizada nesta sexta teve como alvos pessoas associadas a um esquema de “gatonet”, que se acredita ter sido operado por Maxwell após sua primeira detenção em 2020. A operação incluiu o cumprimento de um mandado de busca e apreensão contra Aline.

Aline está entre as 3 mulheres sob investigação por suposto envolvimento no caso relacionado à execução de Marielle Franco, que também resultou na morte de seu motorista, Anderson Gomes. Além dela, fazem parte da lista de investigados Elaine Pereira Figueiredo Lessa e Alessandra da Silva Farizote.

De acordo com relatório da Polícia Federal, Aline é apontada como uma possível envolvida na “lavagem de dinheiro de recursos ilícitos obtidas por seu marido”.

Segundo investigadores, ela teria se encontrado com Élcio de Queiroz e Ronnie Lessa na noite do crime, logo após as execuções. Mesmo sem emprego formal há mais de 7 anos, sua conta bancária apresenta uma movimentação financeira significativa.

MOVIMENTAÇÃO FINANCEIRA ATÍPICA:

Um veículo Land Rover registrado em seu nome foi avaliado em mais de R$ 160 mil. O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) destacou que chamou a atenção a transferência de R$ 213 mil realizada por Aline entre setembro do ano passado e fevereiro deste ano, destinada à aquisição da Land Rover.

O montante ultrapassou a avaliação devido ao fato de o veículo ser blindado. A quantia foi transferida para uma empresa especializada em leilões. No relatório, o órgão destaca que Aline não possui “capacidade financeira para fazer um pagamento de valor expressivo como este”.

O documento também indica que o último emprego de Aline foi em novembro de 2015, quando trabalhou em uma loja de calçados, recebendo uma média salarial de R$ 2.385.

No relatório, o Coaf sublinha ainda que Aline recebeu mais de R$ 56 mil através de várias transferências realizadas por Suel entre março de 2019 e outubro de 2021. Desde junho de 2020, ela atua como procuradora do marido e teria a responsabilidade de lidar com suas questões financeiras.

Segundo as investigações da PF, Suel assumiu a gestão das atividades ilícitas de Lessa após a sua prisão. Ambos faziam parte de uma milícia em Rocha Miranda, na Zona Norte do Rio, onde lucravam com o serviço de “gatonet”. Esses detalhes foram revelados por Élcio de Queiroz em sua delação à Polícia Federal.

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