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Anvisa aprova novo medicamento oral para tratamento de câncer de mama avançado

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro de um novo medicamento oral para o tratamento de câncer de mama avançado ou metastático. O produto, chamado Inluriyo (tosilato de inlunestranto), é indicado para pacientes adultos que já passaram por terapia endócrina e apresentam formas específicas da doença.

Desenvolvido pela farmacêutica Eli Lilly, o medicamento pode ser utilizado como monoterapia, ou seja, sem a necessidade de combinação com outros remédios. A indicação contempla casos de câncer de mama localmente avançado, quando o tumor não pode ser removido por cirurgia, ou metastático, quando a doença já se espalhou para outras partes do corpo.

Segundo a Anvisa, o tratamento é destinado a pacientes com câncer de mama receptor de estrogênio positivo (ER+), HER2-negativo e com mutação ESR1, uma alteração genética associada à resistência aos tratamentos hormonais convencionais e à progressão da doença.

A aprovação representa uma nova alternativa terapêutica para mulheres com câncer de mama avançado, especialmente para aquelas que já esgotaram opções de tratamento endócrino. A autorização da Anvisa permite a comercialização do medicamento no Brasil, embora sua disponibilização no Sistema Único de Saúde (SUS) ou a cobertura obrigatória pelos planos de saúde ainda dependam de etapas posteriores, como definição de preço e análise de incorporação pelos órgãos competentes.

O câncer de mama é o tipo de câncer mais frequente entre as mulheres brasileiras, desconsiderando os tumores de pele não melanoma. Dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) apontam que mais de 73,6 mil novos casos da doença foram estimados para o período entre 2023 e 2025, o que corresponde a cerca de 30% de todos os diagnósticos de câncer em mulheres no país.

Especialistas avaliam que a chegada de terapias direcionadas a características genéticas específicas dos tumores amplia as possibilidades de tratamento e pode contribuir para melhorar o controle da doença em pacientes com quadros mais avançados.

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