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Flipelô 2026 anuncia Milton Hatoum, Itamar Vieira Junior, Tiganá Santana, Bráulio Bessa e Chico Chico em edição de 10 anos

Bráulio Bessa (Foto: Igor Barbosa/Divulgacão), Chico Chico (Foto: Zabenzi/Divulgação), Itamar Vieira Júnior (Foto: Uendel Galter/Divulgação), Milton Hatoum (Foto: Renato Parada/Divulgação) e Tiganá Santana (Foto: José de Holanda/Divulgação) são novos nomes confirmados

A Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô) anunciou mais cinco nomes que integrarão a programação da edição de 2026. Os escritores Milton Hatoum e Itamar Vieira Junior, o cantor, filósofo e pesquisador Tiganá Santana, o poeta e cordelista Bráulio Bessa e o músico e escritor Chico Chico estão entre os convidados confirmados para o 10º ano do evento, que acontece entre os dias 5 e 9 de agosto, no Centro Histórico de Salvador, com atividades gratuitas.

A décima edição da Flipelô terá um caráter simbólico por celebrar os dez anos da festa literária e integrar as comemorações pelos 40 anos da Fundação Casa de Jorge Amado. Neste ano, o evento homenageia a poeta baiana Myriam Fraga (1937-2016), idealizadora da Flipelô e diretora da fundação entre 1986 e 2016.

Os novos convidados se somam a nomes já anunciados pela organização, como Carla Madeira, Ana Maria Gonçalves, Aline Bei, Bárbara Carine, Eliana Alves Cruz, Maíra Azevedo (Tia Má), Astrid Fontenelle e Bethânia Pires Amaro. Segundo a Fundação Casa de Jorge Amado, a proposta é reunir diferentes gerações e trajetórias para ampliar os diálogos sobre literatura e cultura brasileira contemporânea.

Entre os destaques está Milton Hatoum, considerado um dos principais romancistas brasileiros da atualidade. Autor de obras como “Relato de um Certo Oriente”, “Dois Irmãos” e “Cinzas do Norte”, o escritor amazonense é membro da Academia Brasileira de Letras e tem sua produção marcada por temas como memória, identidade e pertencimento.

Já o baiano Itamar Vieira Junior ganhou projeção internacional com o romance Torto Arado, vencedor dos prêmios Jabuti, Oceanos e LeYa. Em suas obras, o autor aborda questões relacionadas ao sertão, à terra, ao trabalho e às identidades que compõem o Brasil.

Também natural da Bahia, Tiganá Santana construiu uma trajetória que atravessa a música, a literatura e o pensamento africano. Cantor, compositor, pesquisador e filósofo, ele é reconhecido por reflexões sobre diáspora e ancestralidade presentes em sua produção artística e acadêmica.

Representando a força da tradição oral nordestina, Bráulio Bessa se tornou um fenômeno nacional ao popularizar a poesia de cordel em diferentes plataformas. Seus versos abordam temas ligados à identidade, aos afetos e à transformação social.

Já Chico Chico desponta como uma das vozes da nova geração da cena cultural brasileira. Filho dos músicos Cássia Eller e Maria Eugênia Vieira Martins, ele transita entre a música, a poesia e a literatura, com trabalhos marcados pela sensibilidade e pela observação do cotidiano.

De acordo com a presidente da Fundação Casa de Jorge Amado, Angela Fraga, a presença dos novos convidados reforça o compromisso da Flipelô com a diversidade cultural do país.

“Ao reunir autores que representam a Amazônia, o Nordeste e diferentes regiões do país, a Flipelô reafirma sua vocação de ser um espaço de encontro da diversidade cultural brasileira. São vozes fundamentais da literatura e das artes contemporâneas, que ajudam a ampliar os diálogos propostos por uma edição dedicada à memória de Myriam Fraga e à celebração dos 40 anos da Fundação Casa de Jorge Amado”, afirmou.

A homenagem a Myriam Fraga também se estenderá ao artista baiano Calasans Neto, amigo e parceiro criativo da poeta. Pintor, gravador, ilustrador, desenhista, entalhador e cenógrafo, ele assinou ilustrações de livros da autora desde a publicação de “Marinhas”, em 1964.

Reconhecida como um dos principais eventos literários do país, a Flipelô transforma anualmente o Pelourinho em um espaço de encontros entre escritores e leitores, além de promover debates, lançamentos, apresentações artísticas e atividades voltadas à valorização da literatura e das artes.

A Flipelô é uma criação da Fundação Casa de Jorge Amado, com correalização do Sesc. O evento é apresentado pelo Ministério da Cultura e pela própria fundação, com patrocínio da Motiva, por meio do Instituto Motiva, e do Banco do Nordeste, via Lei Federal de Incentivo à Cultura. Também conta com apoio da ITS Brasil e do Shopping da Bahia.

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