A cerimônia aconteceu na Biblioteca Pública da Bahia e contou com presença de convidados especiais

Na noite desta terça-feira (6), o Instituto Cultural Alvorada Bahia encerrou o projeto Redes Alvorada que durante cinco meses, qualificou e fomentou os negócios de cerca de 100 afroempreendedores baianos. O evento reuniu os contemplados no projeto, a secretária Ângela Guimarães, da Sepromi e os mentores oferecidos pelo projeto também participaram, juntamente, com convidados especiais.
Ao todo, foram cerca de 60h de qualificações virtuais, 200h de mentorias presenciais, portfólios, catálogos e entrega de kits profissionais para os participantes. Todas estas etapas integram a 2ª edição da iniciativa Redes Alvorada e o curso gratuito contemplou cerca de 100 inscritos. Com foco no fortalecimento da atuação de profissionais negros da economia criativa, a iniciativa é pautada no ensino de como o uso das redes sociais pode ser aplicado como ferramenta de trabalho e potencialização de negócios.

Para a segunda etapa, que se encerrou na última terça, foram selecionados 60 negócios que se destacaram na primeira fase do projeto para realizar consultorias e mentorias com profissionais da comunicação. A 2ª edição do Redes Alvorada é fruto da parceria do Instituto Cultural Alvorada Bahia com MOVAÊ – Movimento Afroempreendedor, por meio da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi).
Na ocasião, os afroempreendedores que participaram do projeto receberam seus certificados, coroando todo o processo. Além disso, foram entregues os portfólios das empresas aos empreendedores, destacando suas trajetórias e conquistas. Após a entrega, os presentes desfrutaram de um momento de confraternização ao som do cantor Tiago Dantas, músico do Bloco Alvorada, que proporcionou um ambiente festivo e de celebração.
A cerimônia não apenas comemorou as conquistas dos participantes, mas também reforçou a importância do apoio e da mentoria para o crescimento dos empreendimentos feitos por e para pessoas negras. A secretária Ângela Guimarães destacou a relevância da iniciativa, afirmando: “Estamos muito felizes com o progresso dessa turma, que teve acesso a conhecimentos fundamentais para impulsionar seus empreendimentos. Ter o instrumental para dar visibilidade e ampliar a rede de contatos é extremamente fortalecedor. Este projeto é uma parte vital de nossa política estadual de fomento ao empreendedorismo negro e feminino. A gente sabe que hoje a nossa vida é completamente mediada pelas novas tecnologias da informação e da comunicação. Então, ter esse instrumental a favor de impulsionar, de dar visibilidade e de ampliar a rede de contatos em relação a esses empreendimentos para a gente é algo muito fortalecedor”, afirmou Ângela.

Durante o evento, Vadinho França, presidente do bloco Alvorada, também ressaltou a importância do catálogo com o portfólio dos afroempreendedores, afirmando: “Essa iniciativa é muito boa para o Alvorada, porque eu sempre disse que essa ‘rapaziada’ que estava fazendo esse curso com a gente tem o ‘know-how’, tem a capacidade de criação dos seus produtos, mas tinha dificuldade de realmente passar essa informação do que eles tinham de melhor, da comunicação. E esse curso deu essa possibilidade deles entrarem nesse processo, das redes sociais, venderem a imagem de seu produto, para melhor alavancar a sua empresa. Eu acho muito importante essa iniciativa, não é a primeira, e se Deus quiser vamos estar fazendo outros.”

A integração das redes de contatos e o fortalecimento dos laços comunitários foram pontos altos da noite, destacando o compromisso contínuo com o desenvolvimento socioeconômico e cultural dos participantes do projeto. Tiago Santana, afroempreendedor da Hey People, destacou a importância da capacitação em comunicação para os afroempreendedores, afirmando: “A Hey People surgiu como uma empresa de comunicação, oratória e conversação, com a proposta de oferecer cursos nessas áreas. Nossa missão é combater o medo das pessoas de se exporem ao público, não só de falar, mas de falhar e ser julgadas. É fundamental conhecer a si, entender a plateia e dominar o assunto. A falta desses pilares faz com que muitas pessoas evitem participar ativamente. Com 20 anos de experiência como engenheiro de segurança, percebi que podia explorar mais minha habilidade de comunicação fora do ambiente industrial e trazer essa capacitação para outras pessoas.”
“Foi incrível participar do projeto. Aprendi muita coisa, desde a criação do Google Meu Negócio até ‘insights’ sobre tráfego pago e letramento racial. Entendi que nós, pretos, devemos honrar nossos ancestrais em tudo o que fazemos.”




