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Disputa pelo comando da Prefeitura de Ilhéus fragiliza aliança entre PT e PSD

Disputa local pode ter desdobramentos nas eleições de 2026

Mário Alexandre (Foto: Prefeitura de Ilhéus/Reprodução); Adélia Pinheiro (Foto: Divulgação)

As eleições municipais ocorrem somente em outubro, mas os bastidores da pré-campanha em Ilhéus já estão em polvorosa. A disputa pelo comando da Prefeitura abriu uma rachadura na aliança dos partidos PT e PSD. A união das legendas é responsável por garantir a hegemonia política do PT no Estado.

As rusgas começaram quando o prefeito de Ilhéus, Mário Alexandre, do PSD e aliado do senador Otto Alencar, não aceitou compor chapa com o PT e indicou o secretário de Gestão e Inovação, Bento Lima como candidato da sigla à Prefeitura de Ilhéus.

Já o PT e demais partidos da base do governador Jerônimo Rodrigues, lançaram a ex-secretária estadual de Educação, Adélia Pinheiro (PT). Tanto o PSD quanto o PT apostavam que, à medida que as pré-candidaturas fossem se consolidando, haveria uma composição.

No entanto, a disputa começou a esquentar e os desafios surgiram para conseguir um espaço para composições. A inviabilidade ficou explícita quando o deputado estadual e líder do governo na Assembleia Legislativa da Bahia, Rosemberg Pinto (PT), articulador da candidatura de Adélia, começou a colocar em dúvida a potencialidade eleitoral de Bento Lima, a destacar a má avaliação do atual chefe do executivo municipal e fornecer números de uma pesquisa em rádio local.

O diretório do PSD de Ilhéus entrou com uma representação na Justiça Eleitoral contra Rosemberg, alegando que a pesquisa eleitoral citada não teria sido registrada, o que é proibido pela legislação. O PSD está solicitando que o deputado seja multado em até R$100 mil.

A disputa judicial aumentou a tensão entre as pré-candidaturas do PT e do PSD, tornando mais difícil uma possível aliança na base do governo. E, de acordo com os responsáveis pela pré-campanha de Bento Lima, Otto Alencar estaria apoiando integralmente sua pré-candidatura. O senador desde o início queria uma aliança do candidato do prefeito com Adélia Pinheiro na vice, no entanto, a composição parece fora do radar.

Dificilmente, o PSD cederá a cabeça de chapa para o PT, até porque nas eleições de 2024, haverá uma disputa ferrenha, para ver quem elege mais prefeitos.

Jerônimo mantém distância da disputa local, uma vez que a estratégia política para disputar a reeleição ao governo do estado em 2026, é ter uma indicação de Otto Alencar para vice-governador. Já o Avante, de Ronaldo Carletto indicará o ministro da Casa Civil, Rui Costa para ser candidato a senador pela legenda, enquanto Jaques Wagner fecharia a chapa.

Logo, a eleição municipal em Ilhéus traz elementos que irão ajudar ou detonar a composição da chapa da aliança do PT, que pode ter desdobramentos nas eleições para o Governo do Estado e o Senado em 2026.

Com informações do Bahia Econômica

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