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Desfile do dois de julho em Salvador reúne baianos de todas as gerações

Reportagem do Portal Umbu realizou a cobertura dos festejos; confira no portal e no instagram

Quando a reportagem do Portal Umbu chegou para realizar a cobertura da Independência do Brasil na Bahia, os preparativos para o cortejo já estavam quase finalizados. De um lado, os comerciantes já estavam a postos aguardando a chegada do público, do outro, o pessoal que levava o andor que carregava os Caboclos e as Caboclas, davam os últimos toques para iniciar o desfile.

Conforme as horas avançavam, as ruas da Lapinha – ponto de partida do desfile do dois de julho – iam se enchendo de gente. Idosos, crianças e jovens se reuniram na manhã deste domingo (2) para celebrar o bicentenário da Independência do Brasil na Bahia.

Era por volta das 7:30 quando, na frente do cortejo, 2 andores carregavam as imagens dos Caboclos. Logo atrás, militares da Marinha, Exército e Aeronáutica formavam uma fila para seguir o desfile. Seguidos da Banda Marcial da Polícia Militar. Da sacada dos apartamentos, moradores dos bairros da Lapinha e Soledade, acompanhavam o cortejo, vestidos da camisa do Brasil ou com algumas indumentárias do símbolo da festa – os caboclos.

Moradora do bairro da Liberdade, Walquiria Dias é vendedora ambulante e chegou na Lapinha às 05h30min, a expectativa da comerciante é sair da festa por volta das 21 ou 22 horas, com tudo vendido. “Espero que as vendas sejam ótimas, aqui todo ano é muito bom! Participo dessa festa desde a adolescência, quando minha mãe me trazia”, afirma a vendedora.

Quem também conversou com a nossa reportagem foi a presidente da Fundação Nacional das Artes (Funarte), Maria Marighella. Para a chefe da autarquia, a festa da Independência da Bahia é a única e maior festa cívica. “O dois de julho é fundamental, pois, possui essa dimensão de cultura, de reivindicação popular. Tem também a estética, a ética, a linguagem, os modos. É uma festa cívica e oficial, mas com uma tradição popular, democrática e cultural.”, explica Maria.

A presidente da Funarte ressaltou ainda a importância da Independência da Bahia ser uma festa reconhecida no âmbito nacional. “Lembramos que a memória é um direito do povo, é preciso que essa festa seja reconhecida, não só na Bahia, mas temos a tarefa de dar voz a essa experiência libertária para o resto do país, para que assim resgate a sua história”, diz Marighella.

O povo nas ruas

Nas ruas da Lapinha, a reportagem do Portal Umbu encontrou Maria Quitéria, mas, calma, não é a heroína da Independência da Bahia não. A Maria Quitéria que encontramos é nascida em Maragogipe e radicada em Salvador. Com a identidade em mãos, a senhora revela que o seu nome foi escolhido por sua mãe que era apaixonada pela história da Bahia.

“Meu nome é Maria Quitéria, sou irmã de Joana Angélica e de Ana Neri, infelizmente elas não estão aqui, porque não quiseram participar. Amo o dois de julho, em especial a história de Maria Quitéria, me sinto representada pela história dela.”, explica.

Pontualmente, às 08:30, três aeronaves do Esquadrão de Demonstração Aérea (EDA) da Força Armada Brasileira (FAB) cruzaram o céu do centro antigo de Salvador em um lindo espetáculo.

Esse domingo também foi dia da dona de casa, Marta Brito, levar pela primeira vez a sua neta para o desfile do dois de julho. Acompanhada do esposo, dos filhos e da neta, para dona Marta, é fundamental que a família conheça mais sobre a história e a cultura baiana e brasileira.

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