
Cinema, teatro e rodas de conversa vão ocupar três espaços culturais de Salvador durante o mês de julho com a realização do Circuito Cabeça Cara. O projeto promove uma programação gratuita que reúne oficinas de teatro, exibição do curta-metragem “Cabeça Cara – Ajeum?” e debates sobre memória, identidade negra, ancestralidade e pertencimento. As atividades acontecem no Centro Cultural de Plataforma, no Centro de Teatro do Oprimido da Bahia e no CÉU Valéria.
A circulação terá início no dia 11 de julho, no Centro Cultural de Plataforma, segue no dia 17, no Centro de Teatro do Oprimido da Bahia, no Rio Vermelho, e será encerrada em 18 de julho, no CÉU Valéria. Em todas as edições, a programação começa às 14h com uma oficina de teatro ministrada pelo artista, professor e psicólogo João Caetano. Às 17h, o público acompanha a exibição do filme, seguida por um bate-papo sobre o processo de criação da obra e os temas abordados.
Voltado para adolescentes, jovens e adultos, o Circuito busca aproximar diferentes linguagens artísticas em atividades que estimulam a criação coletiva e a reflexão sobre questões ligadas à identidade negra, aos territórios e à memória ancestral.
A iniciativa integra a plataforma artística Cabeça Cara, idealizada por João Caetano para desenvolver pesquisas em cinema, teatro, performance e intervenção urbana a partir das experiências negras contemporâneas. Com a circulação, o projeto amplia seu alcance ao ocupar equipamentos culturais e espaços comunitários de diferentes regiões da capital baiana.
O curta-metragem “Cabeça Cara – Ajeum?” mistura ficção, performance e afrofabulação para contar a história de um jovem negro que, ao entrar em contato com memórias ancestrais, encontra novos caminhos de pertencimento, liberdade e transformação. Ao longo da narrativa, o protagonista reconstrói sua relação com a própria história até dar origem à persona Aiyra, criada por meio da arte drag como expressão de potência, imaginação e autonomia.
Além da exibição do filme, o Circuito aposta na formação artística como eixo central da programação. As oficinas utilizam jogos teatrais, exercícios corporais e metodologias inspiradas no Teatro do Oprimido, nos Teatros Negros e na Psicologia Preta para estimular processos criativos e reflexões sobre corpo, identidade e território.
Segundo a organização, a proposta é transformar cada encontro em um espaço de troca entre artistas e comunidade, fortalecendo a circulação de produções independentes e ampliando o acesso da população a atividades culturais gratuitas.
A realização conta com parcerias de instituições que atuam em diferentes territórios da cidade. No Rio Vermelho, a programação acontece em parceria com o Centro de Teatro do Oprimido da Bahia, referência na metodologia criada por Augusto Boal. Em Valéria, o projeto reúne o Coletivo Quilombayô e o Notas Coloridas, responsáveis também pela direção musical do filme. Já no Subúrbio Ferroviário, a ação é realizada em parceria com o Circuito Cultural Suburbano, iniciativa dedicada à valorização da produção cultural da região.
As oficinas possuem vagas limitadas e exigem inscrição prévia. Já a exibição do curta e o bate-papo são gratuitos e abertos ao público, respeitando a capacidade de cada espaço.
SERVIÇO
Circuito Cabeça Cara
Centro Cultural de Plataforma
Data: 11 de julho de 2026
Local: Praça São Brás, s/nº – Plataforma, Salvador – BA
Centro de Teatro do Oprimido da Bahia
Data: 17 de julho de 2026
Local: Rua João Gomes, 43, Rio Vermelho – Salvador
CÉU Valéria
Data: 18 de julho de 2026
Local: Rua B, Caminho 13, S/N
Nova Brasília de Valéria (Conjunto Lagoa da Paixão)
Programação
14h – Oficina de Teatro
17h – Exibição do curta Cabeça Cara – Ajeum?
17h30 – Bate-papo com o público
Entrada: Gratuita
Inscrições para a oficina: https://forms.gle/RQdQKWwWUmnV1L9V8


