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Banco Central deve subir a taxa de juros após dois anos de cortes

Caso o aumento da taxa selic for confirmado nesta quarta (18), será o primeiro em pouco mais de dois anos, desde agosto de 2022

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O Banco Central (BC) deve aumentar nesta quarta-feira (18) sua taxa básica de juros em 0,25%, chegando a 10,75%, dois meses após interromper um ciclo de cortes.

O economista Mauro Rochlin, coordenador acadêmico da Fundação Getúlio Vargas (FGV), disse que a “quase unanimidade do mercado” acredita que a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) será nesse sentido.

“Temos alguns problemas também conjunturais, problemas com relação à seca, problemas com relação a um desemprego muito baixo hoje. Fala-se de pleno emprego, inclusive. O crédito vem se expandindo muito fortemente e, por esses motivos, se acredita que haja uma alta de pelo menos 0,25%”, afirmou à AFP.

A maioria das 123 instituições financeiras e consultorias ouvidas pela reportagem do jornal Valor Econômico nesta semana prevê que a taxa Selic ficará em 10,75%.

Em sua última reunião, em julho, o Copom decidiu pela segunda vez consecutiva mantê-la intacta em 10,5% por “cautela” diante de um cenário internacional “incerto” e das projeções de aumento da inflação no país.

Caso o aumento da taxa selic for confirmado nesta quarta (18), será o primeiro em pouco mais de dois anos, desde agosto de 2022, e do terceiro mandato de Lula.

A taxa permaneceu inalterada em 13,75% durante um ano, até agosto de 2023. Começou então um ciclo de sete cortes consecutivos até junho.

A inflação registrou leve queda de 0,02% em agosto e ficou em 4,24% no índice anual. Embora esteja dentro da margem de tolerância oficial (até 4,50%), continua longe da meta de 3%.

Segundo o último boletim Focus do Banco Central, divulgado na segunda-feira (16), o mercado espera uma inflação de 4,30% para este ano.

Já o desemprego registrou uma redução de 1,1 ponto no trimestre maio-julho, situando-se em 6,8%. A população ocupada atingiu novo recorde histórico de 102 milhões de pessoas no período.

O Executivo prevê que a economia brasileira cresça 3,2% este ano, enquanto o mercado prevê 2,68%.

Fonte: Uol e AFP

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