
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária vai intensificar a fiscalização sobre as chamadas canetas emagrecedoras manipuladas, diante do aumento do uso irregular e dos riscos associados a esses produtos. A medida anunciada nesta segunda-feira (6) busca coibir a produção e comercialização de versões não autorizadas desses medicamentos, que têm ganhado popularidade no país.
Segundo a agência, a preocupação está principalmente nas formulações manipuladas ou de origem desconhecida, que não passam pelos processos de avaliação de qualidade, segurança e eficácia exigidos para medicamentos registrados. Produtos desse tipo podem apresentar composição incerta, falhas de armazenamento e até contaminação, o que representa risco à saúde dos usuários.
As canetas emagrecedoras fazem parte de uma classe de medicamentos originalmente indicada para o tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade, como os agonistas do receptor GLP-1. O uso fora das indicações médicas, especialmente com finalidade estética, tem preocupado autoridades sanitárias, devido ao aumento de eventos adversos, incluindo casos graves como pancreatite.
Nos últimos meses, a Anvisa tem adotado uma série de medidas para restringir o uso indiscriminado desses produtos. Entre elas estão a obrigatoriedade de retenção de receita nas farmácias, a proibição e apreensão de medicamentos sem registro sanitário e o combate à venda irregular, sobretudo pela internet.
Com o reforço na fiscalização, a agência pretende ampliar o monitoramento sobre farmácias de manipulação e pontos de venda, além de intensificar ações contra produtos clandestinos. A orientação é que a população utilize esses medicamentos apenas com prescrição e acompanhamento médico, evitando alternativas sem procedência comprovada.



