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Anvisa aprova registro de cinco novas canetas de semaglutida para tratamento do diabetes tipo 2

Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta quarta-feira (29), o registro de cinco novos medicamentos injetáveis à base de semaglutida para o tratamento de adultos com diabetes mellitus tipo 2. Os produtos utilizam o mesmo princípio ativo presente em medicamentos amplamente conhecidos e chegam ao mercado após o vencimento da patente da semaglutida no Brasil, ampliando a oferta de opções terapêuticas para pacientes.

Os novos medicamentos registrados são Owozy, Seemasun, Zempneo, Semavy e Orsema. Todos são agonistas do receptor de GLP-1 e são indicados para pacientes adultos com diabetes tipo 2 que não conseguem controlar adequadamente a doença apenas com dieta, atividade física e outros tratamentos. Eles também podem ser utilizados como monoterapia quando a metformina é contraindicada ou não é tolerada pelo paciente.

Apesar de serem frequentemente chamados de “canetas emagrecedoras”, a Anvisa ressalta que os registros concedidos se destinam ao tratamento do diabetes tipo 2. O uso desses medicamentos deve ocorrer sob prescrição e acompanhamento médico, conforme as indicações aprovadas em bula.

Segundo a agência reguladora, os novos produtos passaram por análises de qualidade, eficácia e segurança, incluindo estudos comparativos com o medicamento de referência. A aprovação faz parte de uma estratégia para acelerar a avaliação de medicamentos à base de semaglutida e liraglutida, diante do aumento da demanda por esses tratamentos e da ampliação da concorrência após o fim da exclusividade da patente.

A decisão representa mais um avanço na expansão da oferta desses medicamentos no país. Em maio deste ano, a Anvisa já havia aprovado a primeira caneta de semaglutida sintética produzida no Brasil. Agora, com os novos registros, aumenta a expectativa de maior disponibilidade do princípio ativo no mercado e, futuramente, de uma redução dos preços em razão da concorrência entre fabricantes.

Os medicamentos permanecem sujeitos à venda mediante retenção de receita médica, conforme regras estabelecidas pela Anvisa para os agonistas do receptor de GLP-1. A medida busca reforçar o uso racional desses produtos, que tiveram alta procura nos últimos anos, inclusive para finalidades diferentes das aprovadas em bula.

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