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Anvisa alerta que soroterapia não tem benefícios comprovados para pessoas saudáveis

Foto: Freepik

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou em nota divulgada nesta terça-feira (14), um alerta de que a soroterapia, promovida nas redes sociais como forma de aumentar a imunidade, elevar os níveis de energia, promover o rejuvenescimento e até realizar um suposto “detox”, não possui comprovação científica para esses benefícios em pessoas saudáveis.

Segundo a agência, a administração intravenosa de vitaminas, nutrientes e outras substâncias só deve ser realizada para tratar deficiências clinicamente diagnosticadas e sempre sob orientação de um profissional de saúde habilitado. Fora dessas situações, não há evidências de que o procedimento seja seguro ou eficaz para prevenir doenças, melhorar a saúde ou aumentar o bem-estar.

A Anvisa destaca que a soroterapia tem indicações médicas específicas, como em casos de desidratação, internações hospitalares ou quando o paciente não consegue receber nutrientes por meio da alimentação. O uso indiscriminado, entretanto, pode provocar complicações.

Entre os riscos apontados estão infecções, reações alérgicas e outros problemas decorrentes da aplicação intravenosa. A agência também chama a atenção para o excesso de vitaminas no organismo, condição conhecida como hipervitaminose, que pode causar sintomas como náuseas, vômitos, dores de cabeça e alterações no funcionamento do fígado e dos rins.

A Anvisa recomenda que consumidores verifiquem se os produtos utilizados estão regularizados junto ao órgão e confirmem se o profissional responsável possui habilitação para realizar o procedimento. Também orienta consultar o respectivo conselho profissional para saber se a prática é reconhecida pela categoria.

Além disso, a agência esclarece que não existem “cosméticos injetáveis”. Pela regulamentação brasileira, cosméticos são produtos destinados exclusivamente ao uso externo, aplicados sobre a pele, cabelos, unhas, lábios, dentes ou na parte externa da boca.

Assim, qualquer substância administrada por injeção deve ser enquadrada como medicamento ou dispositivo médico e, por isso, precisa estar devidamente aprovada pela Anvisa antes de ser utilizada.

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