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Sesab nega surto de mpox na Bahia; governo federal autoriza compra de 20 mil doses de vacina

Secretaria estadual orienta população a procurar atendimento diante de lesões suspeitas; no Rio de Janeiro, Ministério da Saúde contabilizou 218 casos em 2026

Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF

A Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) afirmou que não há registro de surto de mpox em Salvador ou em qualquer outro município do estado. Em publicação nas redes sociais, a pasta pediu que a população mantenha as medidas de prevenção e evite compartilhar informações falsas sobre a doença. O alerta ocorre em meio ao aumento de registros no Rio de Janeiro e à decisão do Ministério da Saúde de autorizar a aquisição de até 20 mil doses de vacinas contra a infecção.

Na publicação, a Sesab orientou que pessoas que apresentem lesões na pele ou nas mucosas, especialmente quando acompanhadas de outros sintomas ou após contato com alguém com suspeita ou confirmação da doença, procurem uma Unidade Básica de Saúde (UBS).

A secretaria informou ainda que a vigilância epidemiológica permanece concentrada na identificação precoce de casos suspeitos. Segundo a pasta, a confirmação da doença depende de análise laboratorial e, quando isso ocorre, são adotadas medidas de controle e proteção da população.

Rio de Janeiro concentra registros e recebe reforço de vacinas

O cenário no Rio de Janeiro tem chamado a atenção das autoridades de saúde. De acordo com balanço divulgado pelo Ministério da Saúde em 4 de novembro, o estado contabilizou 218 casos confirmados de mpox em 2026. No país, foram registrados 665 casos até a divulgação dos dados.

O governo federal também informou o envio de mais 2 mil doses da vacina ao Rio de Janeiro na quarta-feira (4). Com a remessa, o total de imunizantes destinados ao estado neste ano chegou a 3,5 mil doses. A distribuição aos municípios será coordenada pela Secretaria de Estado de Saúde, enquanto a aplicação ficará sob responsabilidade das secretarias municipais.

Em outra medida, anunciada no dia 5 de novembro, o Ministério da Saúde autorizou a aquisição de até 20 mil doses do imunizante por meio do Fundo Rotatório da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). A compra tem caráter preventivo e busca reforçar o estoque estratégico do Sistema Único de Saúde (SUS), garantindo a disponibilidade de vacinas conforme as necessidades identificadas pelo monitoramento epidemiológico.

Apesar da ampliação das medidas de vigilância e prevenção, o Ministério da Saúde informou que o número de casos confirmados no Brasil em 2026 representa uma redução de 94% em relação a 2022, quando foram registradas mais de 10 mil ocorrências.

Quem pode receber a vacina contra mpox

A estratégia nacional de vacinação prioriza pessoas vivendo com HIV/Aids que apresentam contagem de linfócitos CD4 inferior a 100 células por milímetro cúbico, grupo com maior risco de desenvolver formas graves da doença. O esquema prevê duas doses, com intervalo de 28 dias entre as aplicações.

A orientação do Ministério da Saúde é que essas pessoas procurem os centros de referência onde já realizam acompanhamento para cadastro e posterior agendamento da vacinação.

Doses remanescentes também podem ser destinadas a pessoas vivendo com HIV/Aids com CD4 inferior a 200 células por milímetro cúbico, usuários da profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP) e profissionais de laboratório que manipulam amostras do vírus.

Sintomas e prevenção

A mpox é uma doença infecciosa causada pelo vírus monkeypox. A transmissão ocorre principalmente pelo contato próximo com pessoas infectadas, incluindo contato direto com lesões na pele ou mucosas, fluidos corporais e secreções respiratórias. O compartilhamento de objetos contaminados, como roupas, toalhas e roupas de cama, também pode representar risco de transmissão.

Entre os sinais da doença estão lesões ou erupções na pele, febre e aumento dos linfonodos, popularmente conhecidos como ínguas. Ao perceber sintomas suspeitos, a recomendação é procurar um serviço de saúde para avaliação e, se necessário, realização de exames.

O Ministério da Saúde também orienta que pessoas que tiveram contato próximo com casos suspeitos ou confirmados procurem atendimento para avaliação do risco de exposição e recebam orientações sobre o monitoramento de sintomas.

Entre as medidas preventivas estão evitar contato direto com pessoas que apresentem lesões suspeitas, não compartilhar objetos de uso pessoal, higienizar as mãos e lavar roupas, toalhas e lençóis com água e detergente. A vacinação após exposição também pode ser indicada, preferencialmente nos primeiros quatro dias depois do contato, podendo ser realizada em até 14 dias, conforme avaliação dos serviços de saúde.

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