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Festival Afrofuturismo ocupa Centro Histórico de Salvador com programação gratuita em novembro

Com o tema “Os Algo-Ritmos das Florestas”, 8ª edição reúne mais de 35 convidados do Brasil e do exterior nos dias 20 e 21, com debates, música, oficinas e rodadas de negócios

Foto: Produtora RCFims

O Centro Histórico de Salvador recebe, nos dias 20 e 21 de novembro, a 8ª edição do Festival Afrofuturismo. Com programação gratuita e aberta ao público, o evento reúne mais de 35 artistas, pesquisadores, empreendedores e ativistas para discutir as relações entre ancestralidade afro-indígena, tecnologia, inovação e sustentabilidade.

Com o tema “Os Algo-Ritmos das Florestas”, o festival ocupará a Casa Vale do Dendê, o Largo Tereza Batista e a Praça Quincas Berro D’Água. A programação inclui painéis, palestras, apresentações musicais, oficinas, exposição de startups, lançamento de livro e rodadas de negócios.

Entre os destaques desta edição estão a futurista Grazi Mendes, reconhecida entre as 100 futuristas mais influentes do mundo pela Organização das Nações Unidas (ONU); o ativista indígena Ubiraci Pataxó, bisneto de Izabel Pataxó; e a cantora Kaê Guajajara, representante da Música Popular Originária (MPO).

A programação também terá participações internacionais, como a do norte-americano Kumi Rauf, criador do movimento cultural I Love Being Black, e do ganês DARKITO 1, que percorreu a pé o trajeto entre o Brasil e os Estados Unidos pela floresta amazônica. Também integram a lista de convidados Melina Lopéz, diretora de Marketing para a América Latina do Google Cloud, e K’boko, músico pernambucano radicado em Berlim e fundador dos grupos Baque Forte Berlin e Afrodiaspora Groovez.

Ancestralidade, tecnologia e economia criativa

A proposta desta edição é aproximar conhecimentos tradicionais das tecnologias desenvolvidas em comunidades afro-indígenas. A programação aborda temas como bioeconomia, empreendedorismo, sustentabilidade, economia criativa, inteligência artificial, dados e os impactos das transformações tecnológicas.

Na sexta-feira (20), primeiro dia do evento, as atividades começam às 10h, com painéis simultâneos na Casa Vale do Dendê e no Largo Tereza Batista. Entre os debates previstos estão “Bioeconomia: O Valor das Matas”, com Fábio Santos e Ubiraci Pataxó, e “Algoritmos, Dados e Poder: Quem Está Construindo a Economia Digital?”, com o professor Igor Souza e o executivo André That Hora.

À tarde, a programação aborda financiamento de novos negócios, modelos de empreendedorismo sustentável e a relação entre tecnologia e memória. A futurista Grazi Mendes participa do painel “Como se Constrói Futuro sem Perder Memória?”, enquanto a advogada Naila Trindade e a comunicadora Ana Paula Xongani discutem os desafios éticos das transformações tecnológicas.

No sábado (21), os debates continuam com temas como juventude e economia criativa, investimento climático, segurança alimentar e tecnologias ancestrais. Um dos encontros reúne Kumi Rauf e DARKITO 1 para discutir o potencial da economia de criadores de conteúdo no desenvolvimento econômico.

A programação de painéis será encerrada com o encontro “Futurismo e Música”, que reúne Kaê Guajajara, K’boko e Uran Rodrigues para discutir as conexões entre expressão artística, identidade e ancestralidade afro-indígena.

Música indígena e oportunidades para empreendedores

A música também ocupa espaço central no festival. Um dos destaques é a participação das Suraras do Tapajós, primeiro grupo de carimbó formado exclusivamente por mulheres indígenas no Brasil. Originárias de Alter do Chão, em Santarém, no Pará, as artistas levam ao evento apresentações e oficinas de instrumentos musicais, valorizando a cultura dos povos do Baixo Tapajós e a defesa dos territórios indígenas.

O festival também promove, nos dois dias, a Rodada de Negócios Afrofuturismo, na Casa Vale do Dendê. A iniciativa pretende aproximar empreendedores e empresas interessadas em estabelecer parcerias e ampliar oportunidades de mercado. As pré-inscrições estão disponíveis neste formulário.

Outra atividade é a Exposição de Startups, com curadoria da Vale do Dendê em parceria com o Sebrae. A mostra apresenta projetos de impacto social e iniciativas de inovação e empreendedorismo.

Idealizador do festival e cofundador da Vale do Dendê, Paulo Rogério Nunes afirma que a proposta é pensar o futuro tecnológico a partir dos conhecimentos tradicionais. “A tecnologia que queremos construir não deve nos afastar da vida, mas nos reconectar a ela”, destaca.

A edição de 2026 também marca os dez anos da Vale do Dendê, hub de inovação que, segundo a organização, já acelerou mais de 400 negócios desde sua fundação, em 2016.

Serviço

O quê: 8ª edição do Festival Afrofuturismo, com o tema “Os Algo-Ritmos das Florestas”

Quando: 20 e 21 de novembro de 2026, a partir das 10h

Onde: Casa Vale do Dendê, Largo Tereza Batista e Praça Quincas Berro D’Água, Centro Histórico de Salvador

Entrada: gratuita

Ingressos e programação: afrofuturismo.com.br

Rodada de negócios: pré-inscrição neste link

A programação está sujeita a alterações.

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