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Desemprego cai para 5,4% no segundo trimestre e registra menor taxa da série histórica

Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,4% no trimestre encerrado em junho, o menor índice já registrado para o período desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada em 2012. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado representa uma redução de 0,7 ponto percentual em relação ao trimestre encerrado em março, quando a taxa estava em 6,1%. Na comparação com o mesmo período de 2025, quando o desemprego era de 5,8%, a queda foi de 0,4 ponto percentual.

Segundo o IBGE, a população desocupada foi estimada em 5,9 milhões de pessoas, uma redução de 10,9% em relação ao trimestre anterior, o equivalente a cerca de 718 mil pessoas a menos procurando trabalho.

Ao mesmo tempo, o número de brasileiros ocupados alcançou um novo recorde, chegando a 103,1 milhões de pessoas, alta de 1,8% frente ao trimestre anterior e de 2,4% na comparação anual. O nível de ocupação, que mede o percentual de pessoas empregadas em idade de trabalhar, atingiu 58,8%, também o maior já registrado pela pesquisa.

Outro indicador que apresentou melhora foi o contingente de trabalhadores com carteira assinada no setor privado, que chegou ao recorde de 39,4 milhões de pessoas. Já o número de empregados sem carteira foi estimado em 13,6 milhões. A taxa de informalidade permaneceu praticamente estável, em 37,8% da população ocupada.

Os dados também mostram redução do desalento, pessoas que desistiram de procurar emprego por acreditarem que não conseguiriam uma vaga. Esse grupo foi estimado em 2,8 milhões de brasileiros, mantendo a trajetória de queda observada nos últimos levantamentos.

Além da expansão do emprego, o rendimento dos trabalhadores também atingiu o maior nível da série histórica. O rendimento médio real habitual foi estimado em R$ 3.446, enquanto a massa de rendimento real, soma dos salários recebidos pelos trabalhadores, alcançou cerca de R$ 351 bilhões, também um recorde.

A Pnad Contínua considera desempregadas as pessoas de 14 anos ou mais que não estavam trabalhando, mas estavam disponíveis para assumir uma vaga e efetivamente buscaram emprego no período de referência da pesquisa. O levantamento contempla trabalhadores formais e informais em todo o país.

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