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Projeto Paranauê encerra formações e certifica novos agentes populares de cultura em Salvador

Cerimônia reuniu representantes do Ministério da Cultura, Secretaria de Cultura da Bahia, Comitê de Cultura da Bahia, instituições parceiras e participantes

Foto: Divulgação

O Projeto Paranauê encerrou, neste sábado (11), seu ciclo de formações com uma cerimônia de certificação realizada no CineTeatro 2 de Julho, em Salvador. O evento celebrou a conclusão de nove formações voltadas ao fortalecimento da participação social e das políticas culturais, reunindo representantes do poder público, instituições parceiras, lideranças culturais e os agentes populares de cultura certificados pela iniciativa.

Realizado pela Casa da Capoeira Pelourinho, o Paranauê promoveu um ciclo formativo que articulou conhecimento, participação cidadã e fortalecimento das políticas culturais. Ao longo de três módulos, os participantes aprofundaram temas como Sistema Nacional de Cultura, participação social, economia da cultura e elaboração de projetos culturais.

Na mesa de encerramento, estiveram presentes o presidente da Casa da Capoeira Pelourinho, Mestre Pitbull; o coordenador do Escritório Estadual do Ministério da Cultura na Bahia, Óseas Marques; a diretora de Cidadania e Cultura da Secretaria de Cultura da Bahia, Taís Pimenta; a coordenadora-geral do Comitê de Cultura da Bahia, Karol Duarte; o representante do Ministério da Cultura (MinC), Ademário Costa; além de representantes de instituições parceiras, da comunidade escolar e de organizações da sociedade civil.

“O Paranauê nasceu do compromisso de democratizar o acesso ao conhecimento e mostrar que as políticas públicas de cultura pertencem às comunidades. Encerramos este ciclo com a certeza de que formamos agentes culturais mais preparados para mobilizar seus territórios e ampliar a participação social. Mais do que certificados, entregamos ferramentas para que essas pessoas continuem transformando suas realidades por meio da cultura”, destacou Mestre PitBull.

A programação contou com a roda de conversa “O que aprendemos com o Paranauê?”, mediada pela coordenadora de projetos Bianca Menezes, deu voz aos participantes, que compartilharam experiências e relataram as transformações vividas durante a formação.“O que mais me marcou foi descobrir que nós também podemos ocupar os espaços das políticas públicas. Antes eu via os editais e as oportunidades como algo distante.

O Paranauê me mostrou que eu posso participar, elaborar projetos e contribuir para fortalecer a cultura no meu território”, afirmou a participante Maria Izabel.Também teve a exposição “A Jornada do Paranauê”, que apresentou fotografias das formações, fazendo uma retrospectiva da trajetória do projeto. E a apresentação do documentário “Paranauê – De Nós Pra Nós”, que reuniu os melhores momentos das formações, bastidores e depoimentos, destacando a finalidade social da ação.

A celebração terminou com uma roda de capoeira, simbolizando a identidade cultural que inspirou toda a iniciativa.Ao concluir sua primeira edição, o Projeto Paranauê reafirma a importância da rede de agentes populares de cultura estar preparada para atuar em seus territórios, fortalecendo a participação social, ampliando o acesso às políticas públicas e contribuindo para a democratização da cultura.

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