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A lamentável marca do racismo argentino na Copa do Mundo de 2026

O influenciador norte americano Darren Jason Watkins Jr.,conhecido na internet como IShowSpeed, foi alvo de ofensas racistas | Foto: Reprodução

Os agressivos atos racistas cometidos pela torcida argentina na Copa 2026, têm chamado a atenção do mundo esportivo, a ponto da FIFA (leniente nesses casos) ter aberto um processo investigatório. Copa do Mundo, afirmou a FIFA, “é uma celebração da união, da diversidade e do respeito” e que qualquer pessoa que atue de forma a contrariar esses valores “não é bem-vinda ao nosso jogo.

É bem verdade que o racismo na Argentina não começou no futebol, nem em sua torcida, muito menos na Copa do Mundo de 2026. O racismo na Argentina, possui uma longa tradição, particularmente contra populações afrodescendentes e indígenas, além do forte preconceito contra imigrantes de países vizinhos, especialmente bolivianos, paraguaios e peruanos.

O que estamos vendo ao vivo e a cores nos jogos da Argentina, (protagonizado por seus torcedores) é o resultado das ações e discursos de um governo de extrema direita que criou e tem estimulado um ambiente mais permissivo para manifestações racistas e discriminatórias, dentro e fora da Argentina.

Exemplo claro neste sentido, foi a extinção do Instituto Nacional contra a Discriminação, a Xenofobia e o Racismo (INADI), órgão criado em 1995 para receber denúncias, produzir estatísticas e desenvolver políticas de combate à discriminação. A justificativa foi que o instituto era ineficiente e excessivamente ideológico.

Outro exemplo escandaloso se deu em torno dos cânticos racistas de jogadores da seleção argentina de futebol, contra atletas franceses em 2024. O governo argentino não só adotou uma postura de defesa dos jogadores, bem como rejeitou quaisquer pedidos públicos de desculpas, alegando que aquilo era uma mera pressão estrangeira.

Não é à toa que, agora na Copa do Mundo, os torcedores argentinos estão se sentido à vontade para proferir toda sorte de insultos racistas contra quem quer seja. A vítima da vez foi o influenciador norte americano IShowSpeed, Darren Jason Watkins Jr., agredido duramente (várias vezes), com expressões racistas quando celebrava os gols das seleções africanas (Cabo Verde e Egito) nos jogos contra a Argentina.

No jogo contra o Egito, os torcedores argentinos, voltaram a se manifestar com tantas manifestações racistas, que o técnico egípcio (Hossam Hassan), acionou o protocolo antirracista da FIFA, tal era a intensidade das agressões. O fato gerou uma queixa da Federação Egípcia de Futebol junto a FIFA, solicitando apurações e punições.

A situação escalou de tal forma que a FIFA teve que se manifestar, por meio de uma nota:

“A Fifa condena veementemente o racismo, o ódio e a discriminação em todas as suas formas. Essas ações não têm lugar no futebol, na Copa do Mundo da Fifa ou em qualquer lugar da sociedade”

Enfim, o futebol, um dos esportes mais populares do mundo, que poderia e deveria ser um poderoso fator de integração social entre povos e nações, está se transformando, (já a algum tempo), num espaço privilegiado de manifestações racistas, homofóbicas e xenofóbicas, a exemplo das que foram proferidas pela senadora paraguaia, Celeste Amarilla contra o jogador francês, Kylian Mbappé.

Portanto, é fundamental que as autoridades, órgãos e entidades esportivas, veículos de comunicação e instituições de direitos humanos se manifestem e exijam que a FIFA adote medidas severas contra esse tipo de comportamento para que não sirva de estimulo a outras manifestações semelhantes.

Toca a zabumba que a terra é nossa!

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