
O Cine Glauber Rocha, no Centro Histórico de Salvador, deu início ao projeto “Ações Culturais no Cine Glauber Rocha”, iniciativa que oferecerá, ao longo dos próximos 12 meses, uma programação gratuita voltada à formação de público e à ampliação do acesso ao cinema. A agenda inclui sessões para professores, estudantes e pessoas em situação de vulnerabilidade social, além de ciclos de cinema, atividades inclusivas, pré-estreias e oficinas de formação audiovisual.
As atividades começaram no último dia 6 de junho com a primeira edição da Sala do Professor, voltada exclusivamente para educadores. A iniciativa retorna neste sábado (13), com a exibição do filme “100 Noites de Desejo”, dirigido por Julia Jackman. As sessões ocorrerão semanalmente, sempre nas tardes de sábado, com títulos em cartaz no circuito comercial. Para participar, os docentes devem apresentar comprovante de atividade profissional e retirar o ingresso na bilheteria do cinema.
Outra ação prevista é a Sessão Inclusiva, que estreia no dia 16 de junho com a exibição do longa “Mambembe”, de Fabio Meira. A proposta é atender pessoas em situação de vulnerabilidade social por meio de parcerias com instituições e entidades ligadas aos públicos atendidos. Parte das sessões contará com recursos de acessibilidade, como Libras, legenda descritiva e audiodescrição, ampliando o acesso de pessoas com deficiência às salas de cinema.
Segundo a diretora do Cine Glauber Rocha, Marília Hughes, a iniciativa surge para responder a uma demanda recorrente por atividades gratuitas. “Sempre recebemos pedidos de sessões por parte de escolas públicas e ONGs que atendem pessoas em situação de vulnerabilidade social, assim como pela continuidade de iniciativas que garantam acesso gratuito a educadores. É preciso entender que tudo possui um custo e parcerias como a que estamos realizando com a Neoenergia, por meio do Instituto Neoenergia, nos permitem atender uma parte dessa demanda”, afirmou.
A programação também contará com os Ciclos de Cinema, que terão sua segunda edição realizada em 1º de julho, com a exibição do clássico brasileiro “São Bernardo” (1972), dirigido por Leon Hirszman. Com encontros quinzenais, a atividade pretende resgatar produções fora do circuito comercial, incluindo obras brasileiras, títulos históricos e filmes ligados ao cinema baiano.
Além de estimular o contato do público com produções pouco exibidas, os ciclos também destacam uma característica rara do espaço: o Cine Glauber Rocha é atualmente o único cinema em funcionamento no Nordeste com projetor de 35 milímetros ativo, possibilitando a experiência de exibições em película.
Ao longo do projeto, serão promovidas ainda quatro pré-estreias gratuitas seguidas de debates com realizadores e convidados. A primeira está marcada para o dia 14 de julho, com o documentário “Juntas pelo Bem Viver: Vozes da Marcha das Mulheres Negras”, seguido de conversa com representantes da produção.
A formação audiovisual também integra a programação. Professores e estudantes da rede pública de Salvador poderão participar da oficina História do Cinema, conduzida pelo crítico e cineclubista Adolfo Gomes. Os encontros semanais irão abordar a evolução da linguagem cinematográfica por meio de debates e da exibição de trechos de filmes clássicos de diferentes épocas e nacionalidades.
Localizado em frente à Praça Castro Alves, em uma região que abriga salas de cinema desde 1919, o Cine Glauber Rocha possui quatro salas e capacidade para 634 espectadores. O espaço recebe festivais como o Panorama Internacional Coisa de Cinema e o Festival Varilux de Cinema Francês e mantém uma programação com destaque para o cinema nacional, tendo exibido mais de 100 longas brasileiros em 2025.
O projeto “Ações Culturais no Cine Glauber Rocha” conta com apoio da Neoenergia e do Instituto Neoenergia, por meio do edital Transformando Energia em Cultura, realizado via Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet). A programação completa pode ser acompanhada pelo perfil oficial do cinema no Instagram, @cineglauberrocha.




