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Você precisa de ajuda! Aceite isso e mude a sua vida

Foto: Freepik

Normalmente, eu foco os meus textos na perspectiva educacional, buscando sempre apresentar os pensamentos de forma simples, fácil e cotidiana para exemplificar boas práticas de planejamento, uso consciente das ferramentas de crédito e formação de patrimônio. Tenho a certeza de que estou no caminho certo e ajudando muitos leitores a encontrar um caminho para a mudança na vida financeira. Estamos indo bem!

O que vou pedir desta vez é que vocês procurem ajuda! Tenham coragem de procurar alguém ou alguma instituição que possa ajudá-los e guiá-los para um caminho de prosperidade.

Seja uma ajuda psicológica, religiosa, espiritual, fraterna ou de qualquer entidade, pessoa ou grupo de pessoas de sua confiança, mas peça ajuda. Acredite: chega um ponto em que não conseguimos mais ver o problema no qual estamos imersos e começamos a normalizar o absurdo.

Estou falando em procurar ajuda porque o meu sentimento é que, mesmo tendo todo o cuidado na abordagem e apresentação dos temas escritos, ainda assim continuo sendo procurado por pessoas que têm um bom grau de educação formal, empregos estáveis e remuneração muitas vezes acima da média e, ainda assim, passam por problemas financeiros seríssimos. Muitos estão devendo no cheque especial, outros com cartões de crédito estourados e acumulando dívidas de contas básicas. Contas de sobrevivência, como aluguel, prestação da casa própria, conta de luz, conta de água, internet, escola dos filhos e até mesmo supermercado.

Ouvir e acompanhar situações como essas me fez pensar um pouco mais no que poderia estar por trás disso tudo. Como uma pessoa que teve estudo, está empregada e tem remuneração acima da média consegue se colocar em uma situação tão frágil e vulnerável como essa, de endividamento descontrolado?

Daí me veio a hipótese de que a sociedade está realmente doente. Calma aí! Não sou médico para diagnosticar ninguém.

Estou apenas reafirmando, ou pelo menos apresentando, minha interpretação de parte do livro “Sociedade do Cansaço”, do filósofo sul-coreano Byung-Chul Han, e trazendo a necessidade de performance empresarial que ele relata em seu livro para uma perspectiva de status social do nosso cotidiano.

“Queremos ter e parecer ser aquilo que ainda não temos condições de ter ou ser. Essa é a performance social do nosso dia a dia.”

Estou trazendo essa abordagem social mais ampla porque me parece que esse comportamento imediatista, ansioso e de descolamento da realidade (desejo de ser ou ter x condições de ser ou realizar) não é mais apenas um caso isolado. E o pior: acredito piamente que esse tipo de comportamento é consequência direta de um estímulo ao consumo orquestrado (mover a economia com base no consumo) e de uma normalização, em termos morais, da condição de endividamento, empobrecimento e, em muitos casos, da violência e das consequências nefastas da pobreza extrema. Não vou nem entrar nas consequências das leis das ruas que vemos quase todos os dias no noticiário do meio-dia.

Virou normal aceitar ter o nome inscrito no SPC ou Serasa. Muitos entendem que ter vários cartões de crédito é uma boa prática e, pior ainda, que usar o limite dos cartões sem ter a menor ideia de como ou quando vão conseguir pagar a fatura é uma forma de crescimento econômico, além da certeza absoluta de que só cresce quem se endivida. E por aí vai…

Quem nunca ouviu frases como:

“O banco mandou o cartão para mim porque quis. Não pedi cartão nenhum a ninguém!”

Ou:

“Ganho R$ 1.000,00 e o banco me manda um cartão com crédito de R$ 4.000,00. Então eu tenho R$ 5.000,00.”

Então, meus filhotes, minha recomendação deste mês não será anotar os gastos, não será priorizar fazer uma reserva de emergência, não será gerenciar a fatura dos cartões ou até mesmo quebrar um dos cartões. Não! Não vou reforçar esse comportamento que venho repetindo texto após texto como um verdadeiro mantra.

Meu pedido desta vez é que vocês, meus queridos leitores, cada um do seu jeito ou crença, procurem ajuda! Aceitem que precisam de ajuda para encontrar o caminho.

Existe luz no final deste túnel, meus amigos, mas vocês só conseguirão identificar o caminho da liberdade financeira e de uma vida economicamente estável e segura se desacelerarem os pensamentos e conseguirem enxergar a direção correta a seguir. A solução pode estar a um palmo à sua frente, e vocês não conseguem vê-la.

Controlem os impulsos imediatistas e acreditem que o mundo não vai acabar no próximo minuto ou no próximo dia. Não vai! Vocês ainda têm muito tempo de vida pela frente.

Claro que, mesmo sem pedir, a minha esperança é que vocês continuem a anotar os gastos, a escrever os planos futuros e a procurar fazer uma reserva de emergência, hahaha.

Procurem a sua ajuda e até a próxima.

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Anônimo
Anônimo
1 mês atrás

Assunto Top demais!
Parabéns pelo seu esforço em alertar e chamar as pessoas para o caminho correto da vida financeira.
Só uma ressalva, para quem já vive nesse certo ” vício” é muito complexo para sair.

Adelmo
Adelmo
1 mês atrás
Responder para  Anônimo

Obrigado pela leitura e comentário meu amigo.
Sim, nunca será fácil mas precisamos começar. Recomendo o livro “O homem mais rico da Babilônia ” Talvez você se identifique e encontre o caminho para o primeiro passo

Lívia Rezende
Lívia Rezende
1 mês atrás

Texto sensacional!!!!

Alana Lopes
Alana Lopes
1 mês atrás

Já comecei meu dia com essa reflexão maravilhosa. Ótimo texto!

Sandro Santana
Sandro Santana
1 mês atrás

Muito bom, meu amigo. E vjoe que tem muita gente ai precisando de ajuda ainda mais depois dessas Bets…

Andressa Muniz
Andressa Muniz
1 mês atrás

Muito bom, Del! Tocou num ponto que estava comentando com alguns colegas ontem! Muitas vezes queremos ter e ser o que não somos e, isso, apenas e tão somente para querer se enquadrar nos perfis estabelecidos pela sociedade. Bancar reggaes, festanças, shows e entretenimento que muitas vezes não se pode arcar, tem falido muita gente.

Texto muito necessário! Amei!

Jailma Sena
Jailma Sena
1 mês atrás

Está bem claro no texto.”ser o que não é” , o difícil é entender isso. E quando quem entende que determinados produtos ainda não cabe na sua realidade financeira, se torna chato, muquirana, mão de vaca, entre outros adjetivos.

Ana Patrícia
Ana Patrícia
1 mês atrás

Texto importante para nós ajudar a reconhecer nossos limites. Nem sempre é fácil reconhecer que precisamos de ajuda.

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