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Zumví promove encontro sobre produção e difusão digital de acervos no dia 29 de maio

Atividade na Casa Zumví, no Rio Vermelho, discute criação, circulação e preservação de acervos no ambiente digital

Foto: Lázaro Roberto

O Zumví Arquivo Afro Fotográfico realiza, no próximo 29 de maio, às 18h30, o encontro Acervos da Produção à Difusão Digital, na Casa Zumví, no Rio Vermelho, em Salvador. A atividade propõe uma reflexão sobre os desafios da criação artística para exposições em ambiente virtual e sobre estratégias de circulação, preservação e acesso a acervos no contexto digital.

A programação será dividida em duas mesas. A primeira, Os desafios da criação artística para uma exposição em ambiente virtual, contará com Lázaro Roberto e mediação de Cíntia Guedes. A segunda, Difusão de Acervos no ambiente digital, reunirá José Carlos Ferreira (Zezão), diretor de relações institucionais do Zumví, apresentando a nova plataforma do arquivo, além de Ricardo Sodré, da Farinha, e Millard Schisler, especialista em preservação de acervos digitais e gestor de acervo no Instituto Moreira Salles.

A atividade integra a agenda de maio do Zumví, que lançou no último dia 13 a exposição online Zumví: Na rota das Manifestações Afro Culturais de Itaparica ao Recôncavo Baiano. A mostra virtual apresenta uma nova série fotográfica de Lázaro Roberto, dedicada a manifestações afro-culturais de Salvador, do Recôncavo Baiano e da Ilha de Itaparica. O texto da exposição é assinado por José Carlos Ferreira (Zezão).

2ª Conferência Nacional de Arquivos

O Zumví Arquivo Afro Fotográfico, referência na preservação da memória visual da população negra no Brasil, também estará presente na 2ª Conferência Nacional de Arquivos (2ª CNARQ), em Brasília. Considerado o principal fórum de debate para a definição das políticas públicas de gestão documental do país, o encontro reunirá representantes de diferentes setores para discutir diretrizes do campo arquivístico brasileiro.

O Zumví chega à etapa nacional após ter liderado, na Bahia, discussões estratégicas sobre arquivos comunitários, direito à memória e reconhecimento institucional de acervos autônomos. Para José Carlos Ferreira, a participação na conferência reforça a necessidade de incluir esses territórios de memória no centro das políticas públicas. “Estamos levando o clamor dos arquivos comunitários que, assim como o Zumví, fazem a guarda de uma história que o Estado muitas vezes negligenciou. Queremos que o Plano Nacional de Arquivos garanta mecanismos reais de fomento e desburocratização para que esses territórios de memória continuem vivos e protegidos”, afirma.

Fundado em 1990, em Salvador, por Lázaro Roberto, Aldemar Marques e Raimundo Monteiro, o Zumví defenderá na 2ª CNARQ a urgência de políticas de digitalização e o reconhecimento de acervos de matriz africana como parte integrante do Patrimônio Documental Brasileiro. 

O reconhecimento de sua trajetória ocorre em um momento de intensa visibilidade institucional, com ações no ambiente digital, programação pública em Salvador e presença em espaços nacionais de debate e formulação de políticas para a memória.

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