Domingo de cores e espuma: famílias lotam circuito tradicional em busca de diversão segura e economia

Cores, espumas e muitas carinhas felizes marcaram o domingo (15) de Carnaval em Salvador. No circuito Osmar, no Campo Grande, a programação atraiu crianças e famílias da capital e do interior em busca de uma folia mais tranquila e acolhedora.

Famílias como a de Danila Castro, conhecida como Dani, de 36 anos, que, em meio à rotina de trabalho, decidiu levar as três filhas para aproveitar a festa.
“Sempre trago elas para curtir o Carnaval, geralmente aqui no Campo Grande ou próximo ao Pelourinho. Hoje viemos sem uma programação específica, mas elas gostam muito de toda a festa”, contou.
Com Henrique Alves, de 25 anos, e o filho Antônio de dois anos, a história se repete. Folião desde a infância, o advogado manteve a tradição familiar.

Henrique e o filho Antônio – Foto: Bruna Rocha
“Desde quando meus pais me traziam, eu sempre estive presente no Carnaval de Salvador. Minha vivência sempre foi no Campo Grande. Ele tem dois anos e já é o segundo ano que o trago para o bloquinho de Carla Perez, que infelizmente vai acabar”, disse.
Henrique também elogiou o horário das atrações infantis. “É um horário mais tranquilo, sem muito tumulto. Tem mais crianças e famílias no domingo de Carnaval, atrás do Algodão Doce”, continuou o folião.
Para Lady Paula, de 38 anos, o circuito Osmar é a melhor opção para curtir com os filhos. “Aqui é mais fácil trazer as crianças, porque tem mais espaço e é mais acolhedor do que na Barra. Não gosto de levar criança para lá”, afirmou.
Ela ainda compartilhou uma dica para famílias com orçamento apertado, mas que não querem perder a folia. “Sempre trago pipoca, suco, refrigerante e biscoito, porque os valores estão mais altos”, encerrou.

Lady Paula curte o carnaval com a família – Foto: Bruna Rocha
A filha de Lady, Nikole, de 14 anos, cresceu frequentando a folia e este ano veio fantasiada de coelhinha. “Minha mãe me traz desde pequena e eu gosto muito. Hoje nem sabia que viríamos, mas ela comprou minha fantasia e estamos aqui nos divertindo”.
Do interior para o Carnaval da capital
A ativista Ana Cláudia Silva, de 37 anos, moradora de Araçás e integrante da comunidade quilombola Mari Limpo, destacou o significado cultural da festa. Para ela, o Carnaval de 2026 representa reconexão e pertencimento.
“A importância é a segurança que o Estado da Bahia oferece, além da ancestralidade e da cultura. Pude trazer minha filha por conta disso, para curtir com mais liberdade e conhecer o que é o Carnaval da Bahia”, afirmou.
Dentre as inúmeras atrações do circuito Osmar, o bloco infantil Ibéji celebrou seu trigésimo desfile no carnaval realizando a transição de sua ala musical para uma composição independente, deixando o formato exclusivamente percussivo de 2018 para estrear na cena do Afro-Pop e Afrobeat. Passaram também, Kfune e o bloco Yaya Muxima.
Texto e fotos: Bruna Rocha


