Em audiência pública, comunidade denuncia violência policial, falta de vagas em creches e se mobiliza contra construção de prédios na orla do Rio Vermelho.

Foto: Antonio Queirós
O projeto Câmara Itinerante realizou mais uma edição na manhã desta segunda-feira (1º), desta vez na Paróquia de Sant’Ana, no Rio Vermelho. Na ocasião, moradores do bairro e do Complexo do Nordeste de Amaralina apresentaram suas principais reivindicações diretamente aos vereadores de Salvador. A sessão foi conduzida pela vereadora Aladilce Souza e contou com a presença do presidente da Câmara, Carlos Muniz.
“Este projeto dá voz às reivindicações dos bairros de Salvador. Assim tomamos conhecimento dos problemas das comunidades e levamos ao Executivo as demandas do povo para buscarmos soluções. Agradeço à vereadora Aladilce Souza, coordenadora deste importante projeto, aos demais vereadores, às lideranças comunitárias e à população do Rio Vermelho e do Complexo do Nordeste de Amaralina por participarem de mais uma edição do Câmara Itinerante”, afirmou Carlos Muniz.
A vereadora Aladilce Souza ressaltou que “nós, vereadores, somos representantes do povo. Portanto, neste diálogo direto com a população, tomamos conhecimento das demandas das áreas que recebem o Câmara Itinerante. Essa escuta também serve de subsídio para proposições parlamentares”.
Representante da Associação Ampara Mulher, Isabela Conde relatou uma crescente incidência de violência policial no Nordeste de Amaralina. Ela também afirmou que muitas mães não conseguem trabalhar porque as creches da região não estão matriculando crianças atípicas.
Mobilização contra sombreamento da Praia do Buracão
Pelo lado do Rio Vermelho, a principal pauta foi a mobilização contra a construção de dois edifícios em frente à Praia do Buracão. Segundo Miguel Sehbe, da Associação SOS Buracão, um dos maiores impactos seria o sombreamento da praia. A comunidade já conseguiu uma liminar na justiça que suspende o alvará de construção.
Os moradores defendem a aprovação do Projeto de Lei nº 318/2023, de autoria do vereador Carlos Muniz, que propõe a desapropriação dos imóveis no local para a criação de uma praça pública, garantindo a preservação da área.


