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Samba Junino, ancestralidade e educação: projeto Identidades movimenta estudantes com oficina percussiva em Salvador

A ação acontece no Colégio Estadual Edivaldo Boaventura com a participação de Jorge Fogueirão e Mestre Geraldo Marques

Foto: Divulgação/Associação Cultural Quero Ver o Momo

Às vésperas do Dia Nacional do Samba, celebrado em 2 de dezembro, e em um momento em que as escolas se preparam para encerrar o ano letivo, o Projeto Identidades realiza uma atividade especial dedicada a um dos ritmos mais emblemáticos da cultura soteropolitana: o Samba Junino. A sexta ação do projeto acontece no dia 1º de dezembro (segunda-feira), às 14h, no Colégio Estadual Edivaldo Boaventura, no bairro do Stiep, em Salvador.

Promovida pela Associação Cultural Quero Ver o Momo, a atividade propõe um mergulho no universo do Samba Junino – expressão artística nascida das periferias, carregada de ancestralidade, resistência e identidade. Em um período do ano em que estudantes revisitam suas trajetórias, conquistas e aprendizados, o encontro fortalece vínculos, inspira pertencimento e reafirma o poder da cultura como ferramenta de educação e memória. 

Com o tema “Samba Junino: um ritmo soteropolitano”, a roda de conversa aproxima os estudantes das histórias, territorialidades e significados que moldam esse ritmo também conhecido como samba duro, ampliando a compreensão sobre como produções culturais negras estruturam e movimentam a cidade.

O bate-papo contará com a participação do músico, sambista e compositor Jorge Fogueirão; do produtor musical e mestre da Banda Olodum Mirim, Geraldo Marques; e da professora da instituição, Tânia Oliveira. A mediação será conduzida pela educadora e escritora Karla Daniella Brito.

Após a conversa, os estudantes participam de uma oficina prática de percussão, ministrada pelo Mestre Geraldo Marques, referência na formação de percussionistas e detentor de uma trajetória marcante em instituições como Escola Olodum, Pracatum, APAE, FUNCEB e Quabales, além de sua atuação como maestro da Orquestra Afro-Baiana Olodum. A vivência convida os jovens a experimentar o ritmo nos corpos, nas mãos e na escuta — fortalecendo o entendimento sensorial e histórico dessa herança musical.

A iniciativa integra o ciclo de ações do Projeto Identidades, que envolve estudantes de Salvador e Região Metropolitana em práticas artísticas e educativas voltadas ao fortalecimento do pertencimento étnico-racial, à valorização das culturas afro-brasileira e indígena e à promoção de uma educação afrocentrada, criativa e plural.

O Projeto Identidades é uma realização da Associação Cultural e Carnavalesca Quero Ver o Momo e foi contemplado nos Editais da Política Nacional Aldir Blanc e tem apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia , por meio da Secretaria de Cultura do Estado via PNAB, direcionada pelo Ministério da Cultura – Governo Federal.

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