Conferência na Amazônia, em novembro, será um momento decisivo para os países apresentarem novos planos de redução de emissões e avaliarem o progresso do Acordo de Paris.
Entre os dias 10 e 21 de novembro, a cidade de Belém, no Pará, sedia a 30ª Conferência das Partes da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP 30). Pela primeira vez, o encontro anual sobre o clima acontece na Amazônia, o que direciona o foco das discussões para a relação entre o bioma e a agenda climática global.
O principal objetivo da COP 30 é a apresentação das novas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs), os planos de cada país para a redução de emissões. A conferência funcionará como um balanço do Acordo de Paris, estabelecido em 2015, e pressionará os países a definirem metas mais rigorosas para limitar o aquecimento do planeta a 1,5°C.
Os temas em debate abordarão questões centrais da agenda climática. Entre os principais, estão a transição energética, que trata da substituição de combustíveis fósseis por fontes renováveis; o financiamento climático, referente aos recursos que países desenvolvidos devem prover para nações em desenvolvimento; e a bioeconomia, focada no uso de recursos da biodiversidade para gerar desenvolvimento sustentável. Os debates também incluirão a justiça climática, para tratar dos impactos desiguais da crise do clima.
Pré-COP 30
Eventos preparatórios essenciais marcam o caminho para a COP 30, como o Fórum de Cidades e Governos Locais, que acontece no Rio de Janeiro. Este encontro reúne prefeitos e governadores de diversas partes do Brasil e do mundo com o objetivo de construir uma agenda unificada para os governos subnacionais. A intenção é fortalecer o papel das cidades nas negociações climáticas e consolidar suas demandas e compromissos em um documento, a “Carta do Rio”, que os líderes levarão para as discussões oficiais em Belém. A medida garante que as vozes e as necessidades locais sejam parte central da agenda climática global. O evento começou nesta segunda-feira (3) e vai até quarta-feira (5).


