Poeta era irmão da cantora Marina Lima, com quem estabeleceu uma parceria musical desde os anos 1970

O poeta e imortal da ABL (Academia Brasileira de Letras), Antonio Cícero morreu nesta quarta-feira (23) aos 79 anos. Ele era compositor, escritor e filósofo. Segundo informações do jornal O GLOBO, Antonio Cícero foi submetido a um procedimento de eutanásia em uma clínica na Suíça para onde viajou na semana passada.
Ainda de acordo com a reportagem, Antonio Cicero viajou acompanhado do marido Marcelo Pies. Em comunicado a pessoas próximas, Pies relata que o poeta vinha planejando a morte assistida há um tempo e mandando documentos, mas “insistiu muito que ninguém soubesse”. Ele já havia sido diagnosticado com Alzheimer.
Dias antes, Cicero visitou Paris por uns dias para se despedir da cidade que tanto admirava. O imortal da ABL fez questão de ser cremado, e suas cinzas serão trazidas por seu marido ao Brasil. Pies desembarca nesta quinta-feira (24).
Sua última aparição pública foi em 30 de setembro, quando prestigiou o lançamento do novo livro de Silviano Santiago, numa livraria em Ipanema, no Rio de Janeiro.
Antonio Cicero deixou uma carta de despedida, na qual afirma que “não consigo mais escrever bons poemas nem bons ensaios de filosofia” e diz aos amigos que, “hoje, do jeito em que me encontro, fico até com vergonha de reencontrá-los”, em alusão à doença que o acomete.
Antonio Cicero tornou-se conhecido no fim dos anos 1970 como o letrista das canções de sua irmã, Marina Lima. Produziu ainda várias letras de canções como “Fullgás”, “Pra começar” e “À francesa” – as duas primeiras em parceria com sua irmã, e a última com Cláudio Zoli.
Em seu perfil no Instagram, a cantora e irmã do poeta, Marina Lima fez uma publicação confirmando a morte.
https://www.instagram.com/p/DBd6QW0RwK5/?utm_source=ig_embed&ig_rid=b52c38c2-a8e0-42a2-8d5b-9eedc339b210
Durante sua carreira, Cicero também fez parcerias com nomes como João Bosco, Orlando Morais, Adriana Calcanhotto e Lulu Santos. Entre seus sucessos, também está “O Último Romântico”, de Lulu, que foi lançado em 1984.
Ele é autor do ensaio “O mundo desde o fim” (1995) e de duas coletâneas poéticas: “Guardar” (1997, Prêmio Nestlé de Literatura Brasileira) e “A cidade e os livros” (2002).
Em 10 de agosto de 2017, ele foi eleito para a cadeira de número 27 da Academia Brasileira de Letras, substituindo Eduardo Portella. Ele tomou posse em 16 de março de 2018.
Com informações do jornal O GLOBO





Desculpa foi uma atitude de arrogância