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967 candidatos registrados como transgêneros irão disputar as eleições municipais deste ano

É a primeira vez que a informação consta como obrigatória na ficha de registro de candidatura

Foto: Gabriela Biló/Reprodução/Folhapress

Cerca de 967 candidatos das eleições municipais de 2024 informaram ser transgênero, ou seja, não se identificam com o gênero designado no nascimento. O número representa 0,2% do total das candidaturas aos cargos de prefeito, vice-prefeito e vereador.

Esta é a primeira vez que a informação consta como obrigatória na ficha de registro de candidatura, que este ano também tem como novidade o preenchimento opcional da orientação sexual.

Na disputa pelas prefeituras, há nove postulantes que se identificam como transgênero. A única que disputará vaga em uma capital é Duda Salabert (PDT), candidata por Belo Horizonte (MG).

A maioria (79,8%) dos candidatos se declarou cisgênero—se identifica com o gênero designado ao nascer. Mas 20% preferiram não divulgar a identidade declarada.

Já em relação à orientação sexual, só 32% dos candidatos (143,6 mil do total de 454,6 mil) decidiram preencher a informação. Entre os que responderam, 141.154 informaram ser heterossexuais (98%), 1.035 gays (0,72%), 639 lésbicas (0,44%), 452 bissexuais (0,31%), 192 assexuais (0,13%) e 72 panssexuais (0,05%).

Há também 341 candidatos que pediram que o nome social conste na urna eletrônica. Nome social é aquele com o qual pessoas transsexuais e travestis se identificam e são socialmente reconhecidas, e pode ser utilizado no título de eleitor desde 2018.

O prazo para o registro de candidatos terminou na noite desta quinta-feira (15). Os dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) foram extraídos pela Folha às 8h30 desta sexta-feira (16), e ainda podem sofrer pequenas alterações.

Fonte: Folha de S. Paulo

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