Prejuízo pode passar de R$ 10 mil, já que será necessário fazer reparos no local e nos objetos de valor artístico e histórico que foram danificados

A sede da Academia de Letras da Bahia (ALB), localizada no Palacete Góes Calmon, em Nazaré, foi alvo de arrombamento, furto e depredação na madrugada da última sexta-feira (12). Segundo a própria instituição, o prejuízo pode passar de R$ 10 mil, já que será necessário fazer reparos no local e nos objetos de valor artístico e histórico que foram danificados.
Câmeras de segurança flagraram a presença de ao menos três pessoas na ação. Entre os bens roubados estão uma TV com pedestal e uma câmera para videoconferência, além de fiação e refletores que ficavam na área externa.
Conforme publicado pelo Correio, a assessoria da Polícia Civil comunicou que não localizou a ocorrência. Já a Polícia Militar informou que a 2ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM/ Barbalho) não foi acionada para a ocorrência.
Em vídeo para a imprensa, o presidente da ALB, Ordep Serra declarou: “Tem portas arrombadas, teve furto, vandalismo e prejuízo sério para o nosso patrimônio. Os assaltos são constantes. Já foram capturados aqui dentro meliantes que foram soltos de imediato. Eles são presos, levados pela polícia e imediatamente soltos. E voltam”.
Essa não é a primeira vez que a sede da ALB é alvo de criminosos. No início de 2023, o Palacete Góes Calmon já havia sido vítima de uma série de furtos. Em 2022 o mesmo lugar foi assaltado quatro vezes em menos de uma semana.

Edifício histórico, exemplar da riqueza arquitetônica do centro antigo de Salvador, que guarda memória cultural da Bahia e do Brasil, o Palacete está em processo de tombamento tanto pelo Município de Salvador quanto pelo Estado da Bahia.
O Palacete Góes Calmon abriga vasto acervo documental, fotográfico e bibliográfico da ALB. Ordep Serra aproveitou para pedir ajuda e melhorar a segurança no local. “O monumento é frágil. Nossas portas e janelas são fáceis de violar. Precisamos de ajuda e apoio real das autoridades competentes. Precisamos proteger melhor esse monumento. A Academia tem poucos recursos para subsistir e defender um patrimônio publico como esse valioso”.



