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Perfil econômico de Salvador revela 37,5% trabalhando na informalidade e força do turismo para a geração de receita

Na semana do aniversário da cidade, Portal Umbu analisa dados do Censo 2022 para entender a capital

Foto: Francisco Cepeda/AgNews

Estamos na semana de celebração do aniversário de Salvador. Às vésperas da cidade mais negra fora da África completar seus 475 anos em – quase – plena forma, o Portal Umbu te convida a entender como marcadores sociais, como a economia local dão o tom e a cara da capital baiana.

O último Censo, realizado em 2022, revelou que Salvador teve a maior perda populacional entre as capitais brasileiras. Com uma perda de 9,6% de sua população em comparação ao levantamento realizado em 2010. À época, foram analisadas as influências de indicadores como custo habitacional, oportunidades de emprego e qualidade de vida.

Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), realizada em 2022, Salvador tem a 10ª média salarial mais baixa entre as capitais do país, com o rendimento chegando a R$ 2.817.

Segundo dados da Prefeitura de Salvador, que usa como base os dados da Pnad Anual de 2017, o soteropolitano que tem um emprego formal deveria ter como salário médio R$ 3.745,17.

É válido aponta que o dado era considerado para 2020, mesmo período considerado para estabelecer uma redução de -6.923 empregos formais, tendo como o Relatório de Atividades de 2019 da Secretaria da Fazenda (Sefaz).

Segundo o Censo de 2022, 51,9% (718 mil) dos trabalhadores ativos em Salvador são homens, 43,4% (600 mil) tem entre 40 e 59 anos e apenas 39,1% (540 mil) completaram o ensino médio e trabalham aproximadamente 40 horas semanais.

70,6% (975 mil) dos que responderam ao levantamento trabalham estavam empregados nos setores privado ou público, no trabalho doméstico. 37,5% (1,5 mi) não trabalha com carteira assinada, atuando na informalidade e 33,7% (466 mil) não contribuem para a previdência.

Influência do turismo

Para além dos dados padronizados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é necessário ainda observar Salvador pela perspectiva econômica de um de seus maiores atributos: o turismo. Famosa pelas praias, construções históricas e festas populares, a capital baiana tem como grande destaque o Carnaval.

Em 2024, considerando os circuitos Dodô (Barra-Ondina), Osmar e Campo Grande, 4.110 trabalhadores ambulantes foram cadastrados para atuar na festa, segundo a prefeitura. Na lista de classificação publicada pela Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop) em novembro do ano passado, 9.260 trabalhadores haviam se cadastrado para atuar nas festas populares da cidade.

Nas festas Fuzuê, Furdunço e Pipoco, foram 4,2 mil candidaturas, enquanto a Festa de Iemanjá recebeu 3,3 mil, a Festa do Bonfim, 3,1 mil e a Lavagem de Itapuã, 1,5 mil.

Quanto aos rendimentos, a Secretaria de Turismo do Estado (Setur-BA) apontou que cerca de 3 milhões de visitantes circularam em Salvador e em 87 cidades do interior, sendo responsáveis por 95% da ocupação da rede hoteleira e um acréscimo de pelo menos 26% em voos. Segundo a pasta, R$ 6,6 bilhões foram injetados na economia – considerando a capital e as outras cidades.

Especificamente na capital baiana, a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult) estimou um total de 1.073.670 turistas, entre os dias 8 e 13 de fevereiro, sendo de quinta (8) a terça-feira (13) de Carnaval de Salvador, sendo que, entre sexta e terça, foram 891.246 visitantes na cidade. A taxa de ocupação hoteleira no período foi de 89%, sendo 11% superior em comparação a 2023, que foi de 80%.

Pensando em transporte, a rodoviária recebeu 3.007 ônibus e 102.717 passageiros desembarcados. O Aeroporto recebeu 456 pousos com 65.576 passageiros desembarcados, índice de 15,7% e 6,1% superior a 2023, respectivamente. Já no porto, foram três cruzeiros marítimos, com 11.960 passageiros.

O poder municipal, no dia 15 de fevereiro, apresentou uma estimativa de geração de cerca de de 50 mil empregos diretos e indiretos. Segundo a publicação, a estimativa foi de que R$ 2 bilhões foram movimentados durante o Carnaval, que teve R$ 30 milhões empregados por patrocinadores.

Os dados revelam que ainda há muito esforço a ser feito, sobretudo na formação e na qualificação dos trabalhadores, bem como a segurança de que seus direitos serão cumpridos. Além disso, a força do turismo se prova arrebatadora, sendo a grande oportunidade para gerar empregos e aquecer o comércio local.

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