Na Bahia, 38 municípios estão enquadrados em níveis de epidemia, risco ou alerta

A cidade de Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia, teve um aumento de 1.100% no número de casos de dengue este ano, quando comparado a 2023. O município registrou 1.560 casos de dengue até a sétima semana epidemiológica de 2024, sendo que no ano passado foram notificados 130 casos no mesmo período. Os dados foram divulgados pela Secretaria estadual da Saúde (Sesab).
Com o aumento de casos, a pasta autorizou o uso do carro fumacê para combater o mosquito aedes aegypti. Oito veículos serão deslocados para o município na próxima segunda-feira (26), iniciando o ciclo de pulverização na próxima terça-feira (27).
A secretária da Saúde do Estado, Roberta Santana, ressalta a importância de uma abordagem integrada para o controle do vetor.
“O Governo do Estado está aberto ao diálogo e pronto para apoiar todos os municípios, contudo cada ente tem que fazer a sua parte. As prefeituras precisam intensificar a limpeza urbana, a fim de eliminar os criadouros, e fortalecer a mobilização da sociedade, antes de recorrer ao fumacê. A dependência excessiva do fumacê, como último recurso, pode revelar uma gestão reativa em vez de proativa no combate à doença”, afirma a secretária.
Além disso, a incapacidade de fornecer assistência adequada aos pacientes acometidos pela dengue agrava a situação em Vitória da Conquista.
Com a deficiência de estruturas municipais de saúde, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) estadual foi sobrecarregada, atendendo 61% dos pacientes com classificação azul ou verde em 2023 — casos que idealmente deveriam ser acolhidos em postos de saúde municipais. Esse desvio não apenas sublinha a inadequação da infraestrutura de saúde municipal, mas também impacta a eficiência do atendimento de emergências mais críticas na UPA.
“É imperativo que o município revise suas estratégias de controle de vetores e melhore a infraestrutura de saúde. O combate à dengue requer mais do que medidas de emergência: necessita de um compromisso duradouro com a prevenção, educação e cuidados de saúde primários”, avalia Roberta Santana.
Para saber as diferenças entre os sintomas de dengue e gripe, clique aqui.
Foto: SESAB



