Resultado é diferente do captado em janeiro de 2023, quando os contrários superaram os favoráveis pela 1ª vez na série histórica

Uma pesquisa do PoderData, realizada de 27 a 29 janeiro de 2024, mostra que 46% dos brasileiros dizem ser a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo. A taxa oscilou 2 pontos percentuais para cima, dentro da margem de erro da pesquisa, em 1 ano. O resultado é diferente do captado em janeiro de 2023, quando os contrários superaram os favoráveis pela 1ª vez na série histórica.
Apesar da oscilação, os percentuais dos que apoiam a união homoafetiva estão estáveis desde janeiro de 2022, quando eram 45%. As informações são do Poder 360.
Na outra ponta, aqueles que se dizem contrários ao casamento gay são, atualmente, 41%. Apesar de representar uma queda na comparação com o resultado de 1 ano atrás, a taxa é 8 pontos percentuais mais alta que a registrada no início da série histórica, em janeiro de 2021.
A pesquisa foi realizada pelo PoderData, empresa do grupo Poder360 Jornalismo, com recursos próprios. Os dados foram coletados de 27 a 29 de janeiro de 2024, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.500 entrevistas em 229 municípios nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. O intervalo de confiança é de 95%.
Para chegar a 2.500 entrevistas que preencham proporcionalmente (conforme aparecem na sociedade) os grupos por sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica, o PoderData faz dezenas de milhares de telefonemas. Muitas vezes, são mais de 100 mil ligações até que sejam encontrados os entrevistados que representem de forma fiel o conjunto da população.
Perfil
- mais favoráveis ao casamento gay – as taxas de apoio são mais altas entre jovens de 16 a 24 anos (50%), adultos de 25 a 44 anos (52%), moradores da região Sudeste (53%), pessoas que cursaram o ensino superior (57%) e aqueles que têm renda superior a 5 salários mínimos (59%);
- mais contrários ao casamento gay – as taxas de rejeição são mais altas entre adultos de 45 a 59 anos (51%), idosos de 60 anos ou mais (49%), moradores da região Centro-Oeste (66%) e aqueles que têm renda de até 2 salários mínimos (45%) e de 2 a 5 salários mínimos (44%).
Fonte: Poder 360
Foto: Reprodução/Poder 360




