Bahia e São Paulo lideram como estados com mais casos
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julgou e confirmou cerca de 64 casos de fraude às cotas de gênero nas eleições municipais de 2020. As infrações ocorreram em 17 estados e resultaram na cassação de candidaturas de vereadores e prefeitos de 17 partidos. As informações são do portal Metrópoles.
A Bahia e São Paulo são os estados que registraram mais casos, com oito cada. Em seguida, aparecem Sergipe, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Alagoas, com cinco.
O Republicanos se destaca como o partido que mais infringiu a norma, com oito casos reconhecidos pelo TSE. Depois, vem o Progressistas (PP), com sete; PSB, com seis; e PT e DEM, com cinco.
As candidaturas consideradas fictícias são aquelas criadas com o intuito de preencher a cota mínima de 30% reservada para mulheres. A maioria dos casos apresenta características semelhantes: candidatas com quantidade ínfima de votos, pouca movimentação de recursos de campanha, ausência de participação em atos de campanha, parentesco com candidatos do mesmo partido, entre outras.
Houve, inclusive, ocasiões em que as supostas candidatas se engajaram em campanhas para outros candidatos, mas não para as delas.
As consequências para aqueles que burlam as cotas são graves. O TSE tem adotado punições que envolvem a cassação de todas as candidaturas do partido naquela eleição e, consequentemente, do mandato dos eleitos. A fraude também pode resultar na inelegibilidade das candidatas.
Fonte: Metrópoles.
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil



