As novas mudas serão somadas às mil já plantadas em uma área de cinco mil metros quadrados no fundo do mar da Ilha de Maré, em Salvador
O projeto Corais de Maré irá produzir 750 novas mudas de corais para a restauração de recifes na Baía de Todos os Santos ainda em 2023. Com patrocínio da Braskem, a iniciativa pioneira vai utilizar suportes de plástico em bases feitas com esqueletos do Coral-sol, espécie considerada invasora na região, na produção de sementeiras para cultivo do coral nativo, o Millepora alcicornis
As novas mudas serão somadas às mil já plantadas em uma área de cinco mil metros quadrados no fundo do mar da Ilha de Maré, em Salvador. Com informações do portal Alô Alô Bahia.
O Coral-sol é extraído e após passar por secagem é triturado e utilizado para fabricação das sementeiras, onde as mudas são fixadas. “As sementeiras darão origem à fixação dos fragmentos do coral nativo, criado para que se transformem em colônias e, a partir daí, serão implantadas nos recifes”, afirma José Roberto Caldas, conhecido como Zé Pescador, CEO da Carbono 14, empresa realizadora do projeto.
A iniciativa ainda conta com a parceria da Universidade Federal da Bahia, através do Instituto de Geociências, e do Instituto de Pesca Artesanal de Ilha de Maré.
Corais de Maré
Nesta atividade pioneira na Baía de Todos-os-Santos, as sementeiras são instaladas em berçários no fundo do mar, sendo fixadas com plástico e outros materiais, o que potencializa o crescimento do coral. No primeiro ano do experimento, o uso do poliacetal, um tipo de plástico conhecido por sua resistência, fez o coral nativo Millepora alcicornis dobrar sua taxa de crescimento. Com essa ação, a iniciativa busca recuperar parte dos recifes, que teve a quantidade de corais reduzida em cerca de 50% desde 2003, conforme levantamento de pesquisadores da UFBA.
Para o segundo ano do projeto, a proposta é engajar ainda mais a comunidade quilombola de Bananeira, na Ilha de Maré, na execução das atividades por meio da capacitação de jovens da região, com idades de 18 a 30 anos. “Esse é o segundo ano de participação desses jovens no Corais de Maré. No ano passado, eles tiveram a oportunidade de realizar um curso de agente ambiental. Este ano, estão mais engajados no projeto com a criação e restauração dos corais”, explica Zé Pescador.
Foto: Divulgação



