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Protagonismo feminino tomou conta em último dia da Feira Literária de Serrinha

Participantes como a jornalista Luana Souza, a pedagoga Cleuza Juriti e a atriz e escritora Elisa Lucinda, promoveram reflexões e debates sobre afeto e representatividade

A primeira edição da Feira Literária Internacional de Serrinha (Felis) reforçou o papel da mulher no processo de independência da Bahia. E para encerrar o quarto dia de evento, a programação contou, exclusivamente, com participação feminina.

Na primeira atividade do dia, a escritora e jornalista, Luana Souza esteve na conversa literária “Representação e Representatividade nas Páginas dos Livros e na Tela da TV” com a pedagoga, Cleuza Juriti. As interlocutoras apontaram as dificuldades das mulheres negras de contar as suas próprias histórias.

“O movimento das mulheres negras tem tudo a ver com o tema da nossa mesa, representação e representatividade, porque a gente sempre luta para que as mulheres tenham independência”, comentou Cleuza.

Já Luana Souza, que é autora do livro “Na contramão do afeto”, falou sobre a importância de conversar sobre a representatividade de pessoas negras, LGBTs e indígenas em espaços de poder. “Torço para que a Feira dure muitos anos e que revele novos talentos aqui de Serrinha também”, afirmou.

O público que esteve presente no último dia da Felis contou com a presença da atriz e escritora Elisa Lucinda. Com o tema “Escrever para Entender as Coisas: o Pensamento de Elisa”, a mesa contou ainda com a participação de Obdália Ferraz e Stefanye Menezes.

O encontro com Elisa Lucinda foi marcado por momentos de reflexão sobre a condição de pessoas pretas na sociedade brasileira. No final, a escritora realizou uma sessão de autógrafos, onde recebeu o carinho dos fãs.

No espaço Felisinha Lydia Hortélio, as crianças e os pais participaram da contação de histórias conduzida pelas escritoras Emília Nuñez e Nadja Nunes. Na oportunidade, Emília narrou para as crianças presentes a história ‘Menina da Cabeça Quadrada’.

“Eu amo escrever para as crianças e eu acredito que ler para elas é uma declaração de amor, que fortalece vínculos e afetos. Estou encantada com a cidade e com a curadoria do Ricardo Ishmael”, disse Emília.

Quem também esteve presente na Felisinha foi a socióloga Ana Paula Almeida, que levou seu sobrinho para ouvir a contação de história. “Eu acho que a cultura é um dos principais pilares para proporcionar lazer para as crianças, porque instiga a cognição e a interação, entre outras atividades, que esse espaço disponibiliza”, explicou Ana Paula.

Para Alex Menezes, coordenador da Felis, a feira foi um marco histórico. “Nós montamos uma força-tarefa para produzir a feira, aproveitamos os festejos da Independência do Brasil na Bahia e o Governo do Estado, que é o nosso parceiro junto com a prefeitura municipal de Serrinha, além dos nossos parceiros locais, conseguimos proporcionar esse evento. Foram muitas mãos que fizeram a Felis acontecer”, explicou.

De acordo com Judite Sant´Anna, coordenadora da Felis e gestora do Colégio Estadual Rubem Nogueira, realizar o evento foi um momento especial. “É um momento muito gratificante para os estudantes, porque foram eles que motivaram a gente, pedindo para que a cidade também tivesse uma Feira Literária. Perceber o olhar de cada pai, mãe e alunos traz uma sensação de dever cumprido”, afirmou Judite.

A Feira Literária Internacional de Serrinha (FELIS) conta com o apoio do Governo do Estado através da Fundação Pedro Calmon, Secretarias de Cultura (SecultBA), de Educação (SEC) e de Desenvolvimento Rural (SDR) do Estado da Bahia, da Prefeitura Municipal de Serrinha e do Sebrae.

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