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Wagner diz que ACM Neto representa “retrocesso” e questiona gestão em Salvador

Senador também citou ações nas áreas de saúde e segurança para contestar discurso de mudança do ex-prefeito de Salvador

Foto: Divulgação/JW

O senador Jaques Wagner (PT) criticou o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União) durante sabatina da Rádio Metrópole nesta quarta-feira (16) e comparou o adversário a um escorpião ao contestar o discurso de mudança apresentado pelo grupo de oposição na Bahia.

“Ele é escorpião, espera para lhe dar uma ferrada”, afirmou Wagner. Em seguida, o senador classificou o grupo político de Neto como representante de um “retrocesso” e associou sua atuação ao período do carlismo na Bahia.

“Eles, na verdade, são retrocesso. Acabamos de dizer que o PT terminou com 40 anos de carlismo, um sistema duro, pesado, de chicote e intimidação. Qual é a postura do ex-prefeito? Exatamente essa”, criticou.

Wagner também afirmou que o fim do carlismo teria inaugurado uma nova etapa política no estado e disse que, na avaliação dele, a população não abriria mão desse período. O senador ainda comparou ACM Neto ao avô, o ex-governador e senador Antônio Carlos Magalhães.

“Ele é igualzinho ao avô. É mandacaru, não dá sombra nem encosto. Ele quer bater na mesa, quer gritar. Não cabe mais isso. A democracia se impôs na Bahia e no Brasil, por isso ele é atrasado”, declarou.

Na área da saúde, Wagner questionou as propostas apresentadas pela oposição a partir da comparação entre investimentos feitos pelas administrações estaduais e pela Prefeitura de Salvador. Segundo ele, o governo da Bahia mantém 56 hospitais estaduais e a gestão do governador Jerônimo Rodrigues entregou 15 novas unidades ou grandes ampliações. A informação sobre os 56 hospitais e 15 unidades também foi apresentada por Wagner em entrevista concedida à Rádio Caraíbas FM nesta terça-feira (15).

“Que mudança ele quer trazer para a Bahia? A que ele fez na saúde de Salvador? Porque nós fizemos 56 hospitais. Só Jerônimo entregou 15. Ele fez quantos hospitais em Salvador? Um e, mesmo assim, de porta fechada, que não tem emergência”, afirmou.

Na segurança pública, Wagner citou o sistema de câmeras utilizado pelo governo estadual e afirmou que mais de 6 mil pessoas foram presas desde o início da utilização da tecnologia. Segundo dados já apresentados pelo senador, o sistema de reconhecimento facial teria contribuído para mais de 6 mil prisões na Bahia.

O senador também criticou a política de segurança da Prefeitura de Salvador e mencionou a promessa de ampliar o efetivo da Guarda Civil Municipal. “O cara precisa mostrar o que ele fez para dizer que vai fazer melhor. E o que é que ele fez com a guarda municipal de Salvador? Se elegeu prometendo levar o efetivo para 3.000 guardas e contratou apenas 20”, disse.

Ao longo da entrevista, Wagner apresentou os números como forma de defender a comparação entre os resultados das administrações e as propostas apresentadas para a eleição de 2026.

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