Senador afirma que PEC da Segurança pode ser votada ainda nesta semana no Congresso

O senador Jaques Wagner defendeu, nesta terça-feira (1º), a criação do Ministério da Segurança Pública como estratégia para ampliar a integração entre as forças policiais no combate ao crime organizado. A declaração foi feita durante sabatina na Band Bahia. Segundo o parlamentar, a proposta depende da aprovação da PEC da Segurança e pode avançar ainda nesta semana no Congresso Nacional.
Para Wagner, a criação de uma estrutura federal dedicada à segurança permitiria maior articulação entre as polícias e o compartilhamento de informações de inteligência. Na avaliação do senador, a medida é necessária diante da atuação de organizações criminosas que ultrapassam os limites dos estados e até mesmo do país.
“Sem integração, sem compartilhamento de informação, a gente vai perder a batalha. O mesmo PCC que atormenta a vida do gaúcho, do paranaense, do catarinense e do paulista atormenta a vida do baiano, do pernambucano e do cearense. Então, esse compartilhamento de informações é extremamente necessário”, afirmou.
De acordo com o senador, o novo ministério teria entre suas principais atribuições a articulação das ações de inteligência da Polícia Federal, das polícias civis e militares dos estados e da polícia técnica. A intenção seria estabelecer uma atuação mais coordenada entre as diferentes instituições responsáveis pela segurança pública.
Wagner também citou medidas adotadas pelo Governo da Bahia no enfrentamento à criminalidade, destacando o uso de câmeras criptografadas pelas forças policiais. Segundo o senador, a tecnologia já vem sendo utilizada no estado e tem contribuído para as ações de combate ao crime.
“Estamos usando câmeras criptografadas e já prendemos 6 mil marginais e, só neste ano, passamos de 1.600 bandidos”, declarou Wagner, sem detalhar, durante a sabatina, o período considerado nos números mencionados.
Ao defender uma atuação mais rigorosa contra organizações criminosas, o senador também reforçou sua posição sobre a necessidade de retirar criminosos de circulação. “Marginal bom é marginal preso, fora de circulação, para não atormentar a vida de quem quer trabalhar e viver em paz na sociedade baiana”, afirmou.
A PEC da Segurança Pública é apontada por Wagner como um dos instrumentos para viabilizar mudanças na estrutura de atuação das forças de segurança. Caso avance no Congresso, a proposta poderá ampliar a coordenação entre União, estados e demais instituições envolvidas no enfrentamento à criminalidade organizada.


